Cotidiano

Contra privatização da Eletrobras, trabalhadores iniciam paralisação em MS

Manifesto faz parte de um movimento nacional e terá 72 horas de duração

Renan Nucci Publicado em 14/06/2021, às 17h35

Linhas de transmissão de energia
Linhas de transmissão de energia - Marcelo Casall Jr/Agência Brasil

A partir desta terça-feira (15), 32 trabalhadores do Sistema Eletrobras de Mato Grosso do Sul iniciam uma paralisação de 72 horas em Campo Grande, Dourados e Água Clara. O manifesto faz parte de um movimento nacional contra a medida provisória 1031/21, que prevê a privatização da Eletrobras.

O estado de greve foi aprovado em assembleias do Sinergia-MS (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia no Estado de Mato Grosso do Sul), realizada no dia 28 de maio. A MP foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 20 de maio e agora tramita no Senado. 

De acordo com o sindicato, a MP 1031 tramita no Congresso Nacional por rito sumário, ou seja, sem nenhuma audiência pública e sem a criação de uma Comissão Mista de Senadores e Deputados para debater sobre os riscos que uma iniciativa como essa pode trazer para os brasileiros e brasileiras.

“A paralisação é uma forma de pressionar os senadores e mostrar que os trabalhadores são contra a privatização da Eletrobras. Se a MP nº 1.031/21 não for analisada até 22 de junho, ela perderá a validade. Por isso, a importância das mobilizações para barrar a tramitação”, disse Elvio Vargas, presidente do Sinergia-MS.

Na opinião dele, a venda da empresa representa a entrega do patrimônio público à iniciativa privada e encarecerá o custo da energia, além da queda da qualidade do serviço e demissões de trabalhadores. “Nosso objetivo é evitar a privatização porque não vai ter a mesma qualidade no atendimento e na prestação do serviço”.

Em Mato Grosso do Sul, a paralisação não terá impacto direto para a população porque será mantido o percentual mínimo de trabalhadores em regime de plantão.

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