Cotidiano

Com hospitais superlotados e falta de oxigênio, fronteira vive caos na pandemia

Situação é extremamente crítica tanto em Ponta Porã quanto em Pedro Juan Caballero

Marcos Morandi Publicado em 02/06/2021, às 09h59

Com aumento de casos de Covid, prefeito de Ponta Porã, vai endurecer medidas
Com aumento de casos de Covid, prefeito de Ponta Porã, vai endurecer medidas - Eduardo Dantas

Sem oxigênio e vagas nos leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), os hospitais regionais de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero estão superlotados por conta das internações de pacientes contaminados com o Covid-19. Faltam vagas e oxigênio.

Do lado brasileiro, em Ponta Porã, há mais de três semanas a UTI está lotada e em média entre 5 a 10 pacientes esperam vaga para serem intubados. A demanda impede que pacientes em estado grave sejam internados nas unidades de terapia intensiva, agravando ainda mais a ocupação de leitos.

Mesmo com a chegada de novos equipamentos no último fim de semana, o quadro é de extrema gravidade face aos novos casos que chegam diariamente, de acordo com informações publicadas pelo site Conjecturas.

Com esse cenário, a situação fica mais crítica quando os hospitais do Estado também enfrentam superlotação e impedem a transferência de pacientes para essas cidades. Ponta Porã também vinha atendendo pacientes de toda a região, mas a superlotação dificulta a internação.

Na cidade vizinha, a situação é semelhante. De acordo com assessoria de imprensa da Regional de saúde em Pedro Juan Caballero, somente na segunda-feira (31) foram realizadas 6.158 amostras, das quais 4.138 foram descartadas.

O total global de infectados desde o início da pandemia é de 3.569 e 2.928 recuperados. Os casos ativos subiram para 469, dos quais 191 são por contato e em isolamento domiciliar.

O número de infectados até a manhã desta quarta-feira, 02, é de 234 e o mesmo ocorre com o isolamento domiciliar, enquanto o número de internados é de 44.

Os casos suspeitos aguardando o resultado são 70. Desde o início da pandemia, até terça-feira, 1º de junho de 2021, foram registrados 143 óbitos no departamento de Amambay. 

 O pavilhão de contingência construído para atender os pacientes covid-19 no Hospital Regional desta capital departamental está lotado de pacientes, conforme reconhece o diretor da Décima Terceira Região de Saúde, Nelson Collar Maciel. Essa situação justamente fez com que o oxigênio medicinal se tornasse escasso no hospital.

“Desde o domingo passado estamos com 100% de ocupação dos leitos. Este centro de saúde é considerado hospital de referência e costuma receber pacientes de outras cidades vizinhas. Apelamos à consciência das pessoas para evitar multidões”, explica Maciel.

O médico ressaltou que em todo o sistema de saúde da secretaria de Amambay existem 97 pacientes internados. “Se necessário, vamos atendê-los no corredor, embora não seja recomendado”, disse.

Ele acrescentou que com o aumento do número de pacientes, o oxigênio medicinal tornou-se escasso. Por este motivo, é urgente a conclusão da planta de produção de oxigênio recentemente licitada.

Em Ponta Porã, conforme adiantou o Midiamax,  o prefeito Hélio Peluffo não descarta novas medidas mais enérgicas para conter o avanço da doença no município, dentre as quais lockdown, como já adotado na vizinha cidade de Dourados.

Jornal Midiamax