Cotidiano

Campo Grande se prepara para 2ª fase de liberação do Wolbitos para combate à dengue

Nesta fase, 10 bairros da Capital serão contemplados com o projeto

Dândara Genelhú Publicado em 29/06/2021, às 16h18

Método de soltura dos mosquitos do projeto.
Método de soltura dos mosquitos do projeto. - Foto: Marcos Ermínio | Midiamax

Na próxima segunda-feira (5), Campo Grande passa pela segunda fase do Método Wolbachia. Serão soltos novos Wolbitos, mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia para combate da dengue na cidade.

Assim, dez bairros de Campo Grande serão contemplados na ação conjunta da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Recebem os mosquitos os bairros: Taquarussú, Jacy, América, Jockey Club, Parati, Piratininga, Pioneiros, Alves Pereira, Los Angeles e Centro Oeste.

O método de combate à dengue segue com liberação da primeira fase de Wolbitos até sexta-feira (2). Então, os trabalhos de monitoramento continuam por pelo menos mais quatro meses, a fim de ver a eficácia da ação. Para isso, são utilizadas malhas de ovitrampas - armadilhas para os mosquitos.

Bairros selecionados para a terceira fase de liberação já recebem engajamento sobre o projeto desde 21 de maio. São eles: Carlota, Dr. Albuquerque, Jardim Paulista, Maria Aparecida Pedrossian, Rita Vieira, São Lourenço, TV Morena, Vilasboas, Universitário, Tiradentes, Chácara Cachoeira, Chácara dos Poderes, Noroeste, Veraneio, Estrela Dalva e Carandá. Na Capital, as liberações começaram pelos bairros Guanandi, Aero Rancho, Batistão, Centenário, Coophavila II, Tijuca e Lageado.

O que é o Método Walbachia?

O método faz parte do WMP (World Mosquito Program), que é conduzido no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com apoio financeiro do Ministério da Saúde. A ação usa a bactéria Wolbachia para o controle de arboviroses, doenças que são transmitidas por mosquitos.

MS produz mosquitos com a bactéria para evitar a dengue. Em dezembro de 2020, a SES inaugurou a Biofábrica na sede do Lacen-MS (Laboratório Central de Mato Grosso do Sul).

Em Campo Grande ele é realizado de forma complementar às demais ações de controle das arboviroses realizadas pela prefeitura. Importante lembrar que a população deve continuar a realizar as ações de combate à dengue, zika e chikungunya.

Jornal Midiamax