Cotidiano

Após pico de vendas, procura por oxímetros cai até 70% em Campo Grande

Produto que afere a oxigenação no sangue teve alta procura durante os picos da pandemia

Mariane Chianezi e Ranziel Oliveira Publicado em 21/10/2021, às 15h16

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Leonardo de França, Midiamax

Com o avanço da vacinação, mortes ‘zeradas’ em MS e taxa de contágio do coronavírus caindo a cada dia, as vendas de oxímetros despencaram até 70% em Campo Grande. Os equipamentos são usados para aferir a oxigenação do sangue e tiveram alta repentina na procura durante os picos da Covid-19 em MS.

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Venda de máscaras ainda está em alta | Foto: Leonardo de França, Midiamax

Conforme responsável por comércio de setor hospitalar no Centro, da mesma forma que a procura cresceu nos meses anteriores, caiu. “As vendas de oxímetros caíram bastante. Cerca de 70%. Tem dias que nem vende mais. Antes, diariamente, o dia todo, aparecia gente procurando”, comentou Deisi Cristine Probst, de 47 anos.

Ela explicou que a procura pelos EPIs (Equipamento de Proteção Individual) também caiu, o que tem mantido a procura são as máscaras. “Até a procura por álcool em gel caiu. Lembro que quando chegava, eu precisava guardar para os clientes se não dava até briga. Muitas pessoas estão comprando máscaras para viajar”, disse.

Em uma loja de materiais hospitalares, o gerente, de 25 anos, que preferiu não se identificar, disse que antes até faltavam oxímetros no mercado. “Era um produto de uso profissional, mas com a pandemia, começaram a comprar para casa. Aí, aumentou tanto a procura quando o preço”, explicou.

Na loja, os oxímetros que antes custavam R$ 100, chegaram a bater o valor de R$ 400. Agora, os consumidores podem encontrar por R$ 150. Outro produto que teve inflação no pico da pandemia foi a máscara, ele explica que uma caixa que custava R$ 10, chegou a R$ 150 e, agora, é possível comprar por R$ 25.

Gerente de uma loja especializada em produtos hospitalares, Fabiano Messias, de 42 anos, disse que a procura maior tem sido por órgãos públicos, que abrem editais para comprar os materiais. O foco do estabelecimento é atender em maiores quantidades.

“O que mais tem são editais de prefeituras que ainda têm essa demanda. Por conta das verbas que foram solicitadas na época da Covid. O ventilador hospitalar aumentou em 300%, hoje caiu 150%, mas ainda tem muita procura”, comentou.

Outro produto que também teve alta procura foi o termômetro digital, mas a demanda caiu. “Teve uma alta de 300% na procura, mas agora caiu em 250%”, avaliou.

Na loja gerenciada por Fabiano, é possível encontrar apenas oxímetro de pulso, no valor de R$ 1,3 mil.

Venda de alguns itens de EPIs caiu | Foto: Leonardo de França, Midiamax

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