Cotidiano

Apesar de veto, SES aguarda STF liberar compra da Sputnik para imunização avançar em MS

Estado tinha expectativa de celebrar compra da vacina na próxima semana

Mylena Rocha Publicado em 27/04/2021, às 08h41

Estado quer comprar 2 milhões de doses da vacina russa.
Estado quer comprar 2 milhões de doses da vacina russa. - Leonardo de França/Midiamax

A decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em negar o pedido de autorização excepcional para a importação da vacina Sputnik V atrapalhou a imunização em Mato Grosso do Sul. Isso acontece porque o Estado participa do Consórcio para aquisição da vacina russa e a expectativa era de celebrar a compra na próxima semana. Agora, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) aguarda decisão do STF (Superior Tribunal Federal).

O secretário de saúde Geraldo Resende explicou ao Midiamax nesta terça-feira (27) que Mato Grosso do Sul estava avançando no processo de compra. O Estado tinha a intenção de comprar 2 milhões de doses da vacina russa. 

“A expectativa era de celebrar essa compra na próxima semana, agora vai retardar tudo”, afirma o secretário.

Resende explica que agora o Estado deve buscar novas alternativas para viabilizar a compra de doses para imunizar a população sul-mato-grossense. “Vamos ter que ver outros caminhos a percorrer para a gente ter acesso à vacina. Vamos ligar para o Consórcio Brasil Central, para ver como podemos resolver essa situação”, diz. 

O titular da SES conta que o Estado ainda aguarda a definição do STF para a importação da vacina. “Entramos como amigos da causa, junto com Maranhão e outros estados”.

Decisão da Anvisa

A Anvisa negou a importação da Sputnik V no Brasil nesta segunda-feira (27). Mato Grosso do Sul possui 2 milhões de doses da vacina russa contra a Covid-19 acertadas em acordo do BrC (Consórcio Brasil Central). Porém, com a decisão da Agência, a vacina não poderá ser importada no momento. A decisão foi por unanimidade entre os cinco diretores da agência.

Alex Machado Campos, relator do processo, disse que a vacina russa aponta para um cenário de riscos impressionante. Em seus votos, diretores da Anvisa ressaltaram a falta de informações e de segurança. "A presença de adenovírus [replicante] pode levar série de consequências, até um surgimento de manifestação e doenças autoimunes", disse a diretora Cristiane Joudan Gomes.

Uso comercial

Momentos antes da recusa da Anvisa, o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações) havia aprovado o uso comercial da vacina russa Sputnik V. A Anvisa tem sido pressionada por integrantes do governo federal e governadores, que apostam na Sputnik como uma ferramenta importante para barrar o avanço do coronavírus no Brasil. Porém, mesmo com a decisão do Ministério, a vacina só poderia ser importada com a autorização da Anvisa, o que não aconteceu. 

Jornal Midiamax