Cotidiano

Após 50 dias com maior ocupação de UTIs do país, MS cai para 9º, aponta Fiocruz

Boletim foi divulgado na noite de quarta-feira

Gabriel Maymone Publicado em 13/05/2021, às 08h19

Cenário da Covid apresenta ligeira melhora, mas ainda é preocupante
Cenário da Covid apresenta ligeira melhora, mas ainda é preocupante - Divulgação

No dia 23 de março, há 50 dias, Mato Grosso do Sul aparecia na última posição no ranking da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para ocupação de leitos UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para pacientes com covid, com taxa de 106%. Boletim divulgado na noite de quarta-feira (12) coloca o Estado na 9ª posição, com índice em 85%.

Conforme os dados, os estados de Sergipe e Pernambuco apresentam os piores índices do Brasil, com 97% e 96%, respectivamente. Apesar de baixar a taxa para 85%, a situação ainda é considerada crítica. "No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e o Distrito Federal apresentaram quedas no indicador superiores a 9 pontos percentuais", destacam os pesquisadores.

O levantamento contém, também, os indicadores das capitais. Assim, Campo Grande, que há 50 dias figurava como a 2ª capital com o pior índice (106%), apresentou melhora nos números e está na 12ª posição, com taxa de 82%.

O documento reconhece a melhora no índice, mas mantém o alerta de preocupação. "É pertinente dizer que, por um lado, as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 no país vão dando uma sinalização de melhoria no quadro geral da pandemia. Por outro, a magnitude do indicador, de forma geral, ainda é predominantemente preocupante".

Por fim, os pesquisadores orientam cautela para o momento, ainda mais por se tratar de uma doença a qual ainda não se tem o controle. "Uma nova explosão de casos de Covid-19 a partir do patamar epidêmico atual, que permanece elevado, será catastrófico. Ainda não se tem dimensão da extensão e dos desafios que se colocam com as sequelas deixadas pela Covid-19 em pacientes graves e, mesmo com quadros moderados, das suas repercussões na qualidade de vida das pessoas e demandas que elas vão impor ao sistema de saúde em médio e longo prazos", conclui.

Jornal Midiamax