Cotidiano

Tatu raro de 35 kg vítima de atropelamento é encontrado na MS-223

Um tatu-canastra pesando quase 35 quilos foi encontrado morto, vítima de atropelamento, nesta sexta-feira (17) na MS-223 em Costa Rica, a 384 quilômetros de Campo Grande. O tatu-canastra é o maior e mais raro dos tatus vivos. Ele foi localizado pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que fez a retirada do animal do local. Os policiais […]

Dayene Paz Publicado em 17/07/2020, às 18h47 - Atualizado em 18/07/2020, às 08h48

PMA fazia fiscalização em rodovia, quando encontrou animal. Imagem: Divulgação, PMA
PMA fazia fiscalização em rodovia, quando encontrou animal. Imagem: Divulgação, PMA - PMA fazia fiscalização em rodovia, quando encontrou animal. Imagem: Divulgação, PMA

Um tatu-canastra pesando quase 35 quilos foi encontrado morto, vítima de atropelamento, nesta sexta-feira (17) na MS-223 em Costa Rica, a 384 quilômetros de Campo Grande. O tatu-canastra é o maior e mais raro dos tatus vivos. Ele foi localizado pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que fez a retirada do animal do local.

Os policiais faziam fiscalização na rodovia quando encontram o animal, que está na lista brasileira de espécies brasileiras em extinção. O tatu, conforme os policiais, teria sido atropelado entre a noite de ontem e madrugada de hoje.

O animal pesava cerca de 35 quilos e estava morto, com a carcaça estava deteriorada. Neste caso, não serve para ser taxidermizado (empalhado), como é comum, principalmente nos casos de animais raros, para utilizá-los em trabalhos de educação ambiental feitos pela PMA.

Tatu-canastra

O tatu-canastra é o maior e mais raro dos tatus vivos. Pode medir mais 1 metro de comprimento, com mais de 50 centímetros de cauda e pesar até 60 quilos. As patas são enormes com unhas possantes, sobretudo as anteriores, cuja unha central mede 20 centímetros de comprimento. O tatu-canastra faz grandes buracos para se alojar, consegue alimento entre insetos, larvas, vermes, aranhas e cobras.

O tatu-canastra habita os campos e cerrados de todo o Planalto Central do Brasil e Floresta amazônica. Esses animais de hábitos noturnos são encontrados na vizinhança de riachos e lagoas, tendo a fêmea de 1 a 2 filhotes por parição. Por causa de sua carne saborosa e armadura resistente, hoje é raríssimo nas diversas regiões brasileiras onde ocorria.

Jornal Midiamax