Cotidiano

Reunião presencial da Fetems preocupa sindicalistas com mais de 60 anos

Uma reunião marcada pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) tem deixado muitos sindicalistas preocupados, principalmente, os que fazem parte do grupo de risco, como os que têm mais de 60 anos, por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), já que a convocação é para ser presencial e está marcada […]

Thatiana Melo Publicado em 14/05/2020, às 10h40 - Atualizado às 13h42

Convocação causou preocupação entre diretores de sindicatos do interior por causa da pandemia (Reprodução, Fetems)
Convocação causou preocupação entre diretores de sindicatos do interior por causa da pandemia (Reprodução, Fetems) - Convocação causou preocupação entre diretores de sindicatos do interior por causa da pandemia (Reprodução, Fetems)

Uma reunião marcada pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) tem deixado muitos sindicalistas preocupados, principalmente, os que fazem parte do grupo de risco, como os que têm mais de 60 anos, por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), já que a convocação é para ser presencial e está marcada para a próxima terça-feira (19).

Com medo de possível contaminação muitos sindicalistas entraram em contato com o Jornal Midiamax expondo a situação. Na pauta, a discussão da pauta sobre a modificação da contribuição dos servidores na previdência.

Quando questionado pelo Jornal Midiamax sobre uma convocação presencial em plena pandemia, Jaime Teixeira, presidente da Fetems, disse que outras reuniões feitas pelo sindicato já teriam sido por videoconferência, sendo que está inicialmente está maraca como presencial, mas que até segunda-feira (18) véspera da reunião tudo pode mudar. “Também faço parte do grupo de risco, tenho mais de 60 anos”, disse Jaime.

Ele ainda informou, em entrevista gravada, que pretende debater o impacto da liberdade nas escolas públicas de Mato Grosso do Sul com a aprovação do projeto do Capitão Contar (PSL), que proíbe conteúdos considerados obscenos no ambiente escolar, e pode ser usado para limitar, por exemplo, danças como o funk, por conta da sexualização de crianças e adolescentes em escolas públicas e privadas.

Jaime falou em censura. O presidente da Fetems argumentou que não se pode proibir danças de qualquer gênero, cultura nas escolas, e que isso é uma censura, “Agora só pode fazer danças ligadas a religião?”, questionou.

O projeto de lei foi aprovado no dia 6 de maio, pelos membros da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação). O documento aprovado foi apresentado em 2019, pelo deputado Capitão Contar (PSL). A proposta prevê medidas de conscientização, prevenção e combate da erotização infantil nas escolas, proibindo coreografias obscenas, pornográficas ou que exponham crianças e adolescentes a conteúdo sexualizado. (Texto editado às 12h40, a pedido da Fetems)

Jornal Midiamax