Cotidiano

Professores querem 15% de reajuste no piso para 20h em Campo Grande

A ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação) está em fase de negociação com a Prefeitura de Campo Grande sobre o reajuste do piso salarial dos professores com carga de 20 horas. A categoria pede que a Prefeitura aplique a correção do Piso Nacional do Magistério, de 12,84%, e ainda um reajuste de cerca de […]

Mylena Rocha Publicado em 12/02/2020, às 10h24 - Atualizado às 16h41

Sindicato se reuniu com prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Divulgação/ACP)
Sindicato se reuniu com prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Divulgação/ACP) - Sindicato se reuniu com prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Divulgação/ACP)

A ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação) está em fase de negociação com a Prefeitura de Campo Grande sobre o reajuste do piso salarial dos professores com carga de 20 horas. A categoria pede que a Prefeitura aplique a correção do Piso Nacional do Magistério, de 12,84%, e ainda um reajuste de cerca de 3%.

O presidente da ACP, Lucílio Nobre, afirma que os reajustes seriam necessários para que o município consiga cumprir com termo de compromisso, assinado entre o sindicato e a Prefeitura no ano passado. O termo determina que o piso deveria chegar a 87% do piso nacional neste ano.

“Ele [prefeito] tem que recompor os 12,84% que corresponde à correção do piso nacional, a nossa data base é em maio. Com esses 12,84, ainda faltaria cerca de 3% para alcançar 87% do piso nacional”, justifica Lucílio.

Nobre explica que a ACP teve uma reunião com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) na segunda-feira (10) e as perspectivas são positivas. “Em nenhum momento ele disse que não daria nada”.

Atualmente, o piso para magistério é de R$ 2.032,95 e para professor com curso superior é de R$ 3.049 para 20 horas. A ACP já realizou uma Assembleia Geral com os professores nesta terça (11) e uma nova reunião com a Prefeitura deve acontecer na próxima semana.

Fundeb

Lucílio Nobre ainda frisa que o sindicato deve participar de mobilizações nos próximos meses em defesa do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) permanente. “Queremos sensibilizar prefeitos, governadores e deputados porque, ou temos um recurso permanente para a educação, ou quase R$ 50 milhões de alunos não terão escola pública.

Nesta terça (11), o Fórum Nacional de Governadores encaminhou a deputados uma carta pedindo a aprovação imediata da proposta que torna o Fundeb permanente. A carta dos governadores reforça a necessidade de aprovação da proposta e que pontos reivindicados no documento, como a ampliação da participação da União no financiamento da educação básica, já integram seu parecer.

(com informações da Câmara dos Deputados)

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