Cotidiano

Para acabar com invasão de pernilongos, prefeitura vai usar drone no Centro

Com as frequentes chuvas e calor intenso dos últimos meses, moradores e comerciantes da região central de Campo Grande reclamam da infestação de mosquitos. A situação é tão complicada que repelentes e raquetes elétricas se tornaram itens obrigatórios durante o expediente. Geiziane Azuagua, 33, gerente de uma ótica e relojoaria, conta que as pernas dela […]

Karina Campos Publicado em 04/12/2020, às 15h06 - Atualizado às 17h39

Comerciantes fazem de repelentes e raquetes elétricas aliados. (Foto: Leonardo de França)
Comerciantes fazem de repelentes e raquetes elétricas aliados. (Foto: Leonardo de França) - Comerciantes fazem de repelentes e raquetes elétricas aliados. (Foto: Leonardo de França)

Com as frequentes chuvas e calor intenso dos últimos meses, moradores e comerciantes da região central de Campo Grande reclamam da infestação de mosquitos. A situação é tão complicada que repelentes e raquetes elétricas se tornaram itens obrigatórios durante o expediente.

Geiziane Azuagua, 33, gerente de uma ótica e relojoaria, conta que as pernas dela e das colegas de trabalho costumam ficar machucadas por conta das picadas. A situação passou do nível de ‘piada’ no trabalho para constrangedor na hora de atender clientes. Alguns funcionários têm seu próprio repelente e a loja precisou adquirir duas raquetes.

Para acabar com invasão de pernilongos, prefeitura vai usar drone no Centro
Geiziane com raquete para amenizar mosquitos em ótica. (Foto: Leonardo de França)

“São nuvens de pernilongos, é insuportável até na hora de conversar. Sempre teve, mas há três meses está demais. No período da tarde eles ficam no teto. Fazemos disso uma piada para se tornar mais leve, mas quando se está fechando uma venda e passa na frente do rosto do cliente, isso incomoda”, reclama.

O proprietário de uma oficina de afiação de alicate, Samuel Godoi,52, relata que percebeu maior infestação após as obras da 14 de Julho, devido ao acúmulo de água nas galerias internas.

“Teve dias de matar nuvens de mosquito com a raquete, de manhã e principalmente quando está calor. (Quando tem cliente) a gente fica sem jeito, mas explicamos para eles e entendem”, disse.

Quem se deu bem com o problema são lojas de equipamentos eletrônicos, a vendedora Ahiryna Teixeira,19, já chegou a vender 30 raquetes elétricas em média por semana, repondo o estoque constantemente, do item vendido a R$ 25 cada.

“De agosto para cá aumentou, antes a reposição no estoque era a cada duas semanas, agora a cada 3 dias”, conta.

O técnico em relógios, Joel Moreira,64, aponta a causa da infestação nas galerias, que servem de abrigos para os insetos. Ele também deve de aderir o uso da raquete para se livrar do incômodo.

“Faz uns 10 dias que tive que comprar porque estava insuportável. Tem muito no fim do dia e no domingo”, explicou.

Auxílio de drone

A Prefeitura Municipal informou, em nota, que a região central, assim como os demais bairros da cidade, são alvos de constantes ações de combate aos mosquitos, sendo que na quinta-feira (3), passou pela rota do fumacê, serviço de borrifação ultra-baixo volume, para tentar reduzir a quantidade desses insetos na região.

“Nas próximas semanas, a Capital contará com o apoio de um drone, que auxiliará na identificação de criadouros de mosquitos em locais de difícil acesso. Contudo, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) reforça a necessidade da manutenção das áreas para evitar locais onde os mosquitos podem depositar seus ovos; a manutenção nas áreas comuns e lajes de edifícios é de responsabilidade da administradora desses imóveis”, finaliza o comunicado.

Para acabar com invasão de pernilongos, prefeitura vai usar drone no Centro
Itens essenciais para o expediente no Centro (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Jornal Midiamax