Cotidiano

Nova reunião discutirá volta das aulas presenciais nas escolas particulares de Campo Grande

Debate é desdobramento da reunião realizada em 13 de agosto, quando a alta nos casos de coronavírus em Campo Grande manteve aulas suspensas.

Humberto Marques Publicado em 02/09/2020, às 17h34 - Atualizado às 18h42

Reunião em 13 de agosto decidiu pela manutenção da suspensão de aulas presenciais. (Foto: Ranziel Oliveira/Arquivo)
Reunião em 13 de agosto decidiu pela manutenção da suspensão de aulas presenciais. (Foto: Ranziel Oliveira/Arquivo) - Reunião em 13 de agosto decidiu pela manutenção da suspensão de aulas presenciais. (Foto: Ranziel Oliveira/Arquivo)

Mais uma vez, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) convocou representantes das escolas particulares para discutirem a possibilidade de retorno dos estudantes às aulas, suspensas desde março por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A reunião será às 14h na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O encontro será um desdobramento do realizado em 13 de agosto, quando se decidiu adiar o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares, antes previsto para o último dia 24. Na ocasião, havia sido pré-agendado o encontro desta quinta.

Há cerca de 3 semanas, foi colocado na mesa do fato de o número de casos de coronavírus ter triplicado em Campo Grande em um intervalo de apenas 30 dias –a reunião anterior ocorrera em 14 de julho, quando também se decidiu manter as escolas fechadas–, representando um fator de risco para as crianças, funcionários e famílias. A alta ocupação de leitos hospitalares também chamou a atenção.

Boletim da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) em 13 de agosto anotava 14.754 casos positivos de coronavírus desde o início da pandemia, com 222 óbitos. No informe desta terça-feira (1º), a pasta anotou 21.902 casos positivos (48,4% a mais do que o registrado 20 dias antes) e 371 mortes (67% acima).

Estudo divulgado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e Ufob (Universidade Federal do Oeste da Bahia) indica que Campo Grande ainda segue em alerta máximo para a doença. O relatório usa dados do período de 15 a 29 de agosto, quando a taxa de ocupação de leitos de UTI na região foi de 84%.

Além de promotores de Justiça e técnicos do MPMS, representantes da Sesau e do Sinepe-MS (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado) devem participar da reunião.

Enquanto a rede privada ainda discute o retorno das aulas, nos estabelecimentos públicos de ensino a avaliação é de que ainda não há segurança para os alunos retornaram –a Secretaria de Estado de Educação já prevê encerrar o atual bimestre ainda com aulas remotas. A Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande também não tem uma data para a volta das atividades presenciais.

Jornal Midiamax