Cotidiano

Não essenciais: comerciantes se arriscam para fazer reformas e vender aos sábados

A partir deste sábado (18), apenas serviços essenciais podem realizar atendimento presencial em Campo Grande. Apesar do decreto municipal, comerciantes da Capital se arriscam ao abrirem as portas dos estabelecimentos. Entre as justificativas para o funcionamento, estão reformas nas lojas e que aos sábados o movimento é maior. A equipe de reportagem do Jornal Midiamax […]

Dândara Genelhú Publicado em 18/07/2020, às 11h59 - Atualizado às 12h05

Banca ignora decreto e mantém vendas aos finais de semana, nas Moreninhas.
Foto: Henrique Arakaki | Midiamax.
Banca ignora decreto e mantém vendas aos finais de semana, nas Moreninhas. Foto: Henrique Arakaki | Midiamax. - Banca ignora decreto e mantém vendas aos finais de semana, nas Moreninhas. Foto: Henrique Arakaki | Midiamax.

A partir deste sábado (18), apenas serviços essenciais podem realizar atendimento presencial em Campo Grande. Apesar do decreto municipal, comerciantes da Capital se arriscam ao abrirem as portas dos estabelecimentos. Entre as justificativas para o funcionamento, estão reformas nas lojas e que aos sábados o movimento é maior.

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax passou por algumas ruas do bairro Moreninhas. Assim, uma loja de roupas foi flagrada aberta na manhã deste sábado (18). O proprietário da loja, Sebastião Carlos Alves, 52 anos, afirma que estava aberto apenas para reformas necessárias.

“Estou reformando uma infiltração, que está há dois anos para consertar”, justifica. Sebastião explica que, como a loja é de roupas e tem vários clientes, acaba não tendo tempo para realizar a reforma. Assim, aproveitou a paralisação obrigatória para fazer a obra.

Entretanto, o comerciante admite que mesmo não realizando vendas, tem muito medo da fiscalização municipal. Pois caso seja multado, o valor levaria cerca de um ano para ser recompensado com as vendas. Já na rua Barueri, uma banca de variedades estava aberta e comercializando desde brinquedos até equipamentos eletrônicos.

O dono do comércio informal preferiu não se identificar, mas afirma que estava sabendo do decreto. “O meu não é comércio ou loja, é só uma banquinha”, justifica.

Sem qualquer receio da fiscalização, ele afirma que quando vendia cigarros foi abordado pelas equipes municipais em outra ocasião e não recebeu penalização. “Eles querem lugar que tenha aglomeração e aqui não tem aglomeração”, argumenta.

Não essenciais: comerciantes se arriscam para fazer reformas e vender aos sábados
Comerciante afirmou que mora dentro da loja.
Foto: Henrique Arakaki | Midiamax.

Em cerca de dois minutos, durante a abordagem da equipe de reportagem, o movimento em torno da banca era intenso. Foram flagradas muitas pessoas realizando compras sem máscara, inclusive crianças e pessoas do grupo de risco.

Preferência aos riscos

Assim como a banca acima, uma loja de brinquedos e perfumaria, localizada na rua Fraiburgo na Moreninhas, fez preferência aos riscos da fiscalização. O comerciante que não quis ser identificado, afirma que a situação financeira está difícil com a pandemia e precisou abrir o estabelecimento.

“Prefiro arriscar, pois está difícil a situação”, afirma. O proprietário disse ainda que deve funcionar durante o dia todo, das 9h até às 17h, e fechará antes apenas se a fiscalização ordenar. Assim, ele lembra que desde o início da pandemia não recebeu nenhuma fiscalização e que costuma abrir aos finais de semana pois tem mais tem vendas.

Já na rua da Divisão, a reportagem encontrou uma loja de roupas com as portas abertas. O proprietário informa que mora dentro da loja e por isso esta estava aberta. Apesar dos manequins não estarem para fora da loja, ele admite além dele, uma funcionária do estabelecimento estava no comércio.

Jornal Midiamax