Cotidiano

Governo de MS desativa barreiras sanitárias contra coronavírus e trabalho segue para municípios mais ‘sensíveis’

Fiscalização deixou postos fixos em divisas e fronteiras e migra para os cerca de 30 municípios onde a Covid-19 causa mais preocupações.

Humberto Marques Publicado em 29/08/2020, às 15h10 - Atualizado às 17h08

Barreira sanitária em Três Lagoas; Governo de MS transferiu trabalhos para as cidades. (Foto: Rádio Caçula/Reprodução)
Barreira sanitária em Três Lagoas; Governo de MS transferiu trabalhos para as cidades. (Foto: Rádio Caçula/Reprodução) - Barreira sanitária em Três Lagoas; Governo de MS transferiu trabalhos para as cidades. (Foto: Rádio Caçula/Reprodução)

O Governo do Estado desativou desde sexta-feira (28) as barreiras sanitárias instaladas nos municípios, divisas estaduais e fronteiras internacionais criadas para ajudar na identificação de casos de coronavírus (Covid-19), trocando o modelo trabalho por ações nos cerca de 30 municípios considerados mais sensíveis em relação à evolução da pandemia.

As barreiras foram instaladas em março, a princípio, em 13 estradas e no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Nesse período, foram cerca de 3 milhões de abordagens em busca de pessoas infectadas, com a identificação de 700 casos suspeitos. Já a partir deste sábado (29), o trabalho está concentrado nos municípios com mais casos e que solicitaram apoio da CCS-MS (Comissão de Controle Sanitário de Mato Grosso do Sul).

“As barreiras foram desmobilizadas e direcionamos as ações para os municípios desde ontem”, confirmou o coronel BM Hugo Djan Leite, chefe da CCS-MS. “O empenho agora serão nessas ações pontuais nos municípios, que evidenciaram maior resultado que nas barreiras estaduais”, prosseguiu ele.

Outro motivo que levou à decisão está no fato de o coronavírus ter atingido o status de contágio comunitário em Mato Grosso do Sul, isto é, já haver infecções pelo contato direto entre a população em todos os municípios.

Por fim, há ainda a avaliação de que tanto o Estado como o Brasil se aproximam do “platô” de casos –período no qual o volume de infecções e de pacientes se estabilizará antes de iniciar queda. “Agora estamos lutando para reduzir [as infecções]”, salientou o coronel.

Os trabalhos passarão a ser concentrados nos municípios nos quais as prefeituras solicitarem assessoria da CCS, estando entre eles aqueles nos quais a situação é considerada mais sensível. Aquidauana e Itaporã, por exemplo, já receberam suporte das equipes.

Boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde neste sábado contabilizou até as 10h 48.023 casos positivos de coronavírus em Mato Grosso do Sul desde o início da pandemia, com 40.169 pacientes recuperados e 840 óbitos.

Jornal Midiamax