Cotidiano

Para não ferir Código de Ética, gerente de hospital pede demissão em Dourados

Alessandra de Cássia Leite,  gerente do Hospital da Vida de Dourados, maior hospital público de portas abertas da região sul do Estado, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (05). Enfermeira, com mestrado na área, ela  alegou incompatibilidade com algumas determinações superiores . “Estou sendo obrigada a me posicionar por meio de abordagens que vem em […]

Marcos Morandi Publicado em 05/02/2020, às 17h55 - Atualizado às 18h34

O HV de Dourados, maior hospital público de portas abertas da região sul do Estado. (Foto: Divulgação)
O HV de Dourados, maior hospital público de portas abertas da região sul do Estado. (Foto: Divulgação) - O HV de Dourados, maior hospital público de portas abertas da região sul do Estado. (Foto: Divulgação)

Alessandra de Cássia Leite,  gerente do Hospital da Vida de Dourados, maior hospital público de portas abertas da região sul do Estado, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (05). Enfermeira, com mestrado na área, ela  alegou incompatibilidade com algumas determinações superiores . “Estou sendo obrigada a me posicionar por meio de abordagens que vem em desencontro com meu código de ética”.

Na carta de demissão entregue à Funsaud (Fundação de Saúde), responsável por administrar o Hospital da Vida e UPA 24 horas,  e que está sob intervenção, a enfermeira disse que “essas determinações muitas vezes não vêm documentadas e sim por comunicação verbal”. Ela afirmou, ainda, não compartilhar com esse tipo de conduta.

“Eu repudio  postura que possam trazer insatisfação e desequilíbrio dos profissionais que atualmente trabalham  em seu limite e com um déficit importante em seus , conforme documentos e o dimensionamentos de pessoal, já encaminhados para os senhores”, justificou, ainda, a enfermeira Alessandra.

Segundo a enfermeira, realizar a gerência nessas condições foi uma experiência ímpar, que a estimulou a estudar para que conseguisse resolver parte dos problemas da unidade. Ela contou ainda que “para o hospital conseguir manter a assistência segura, livre de eventos adversos, são feitos empréstimos de materiais, medicamentos e insumos que fazemos constantemente”.

Alessandra também questionou a intervenção na Funsaud, como entrave. Além de ter que extrapolar a carga horária de trabalho para conseguir melhor oferecer atendimento e resolver as problemáticas da unidade, ela diz que teve que passar a defender-se contra denúncias caluniosas e perseguições.

Gerente da Upa

A condições do pedido de demissão da gerente do Hospital da Vida de Dourados são parecidas com as do também enfermeiro Adriano Cândido Marques. Na manhã desta quarta-feira (05) ele também pediu demissão do cargo de gerente-administrativo da UPA “determinações antiéticas e sobrecarga de função como fatores para a decisão”.

Jornal Midiamax