Cotidiano

Equipe de callcenter entra em pânico com colegas de atestado por suspeita de coronavírus

Pânico, é a palavra usada pelos funcionários do callcenter da BTCC Conexão Cliente ao falar sobre a atual situação nos setores de trabalho, em Campo Grande. O ambiente registra falta de álcool em gel e um número grande de circulação de pessoas, e a entrega de atestado de dois colaboradores com sintomas suspeitos de coronavírus […]

Ana Paula Chuva Publicado em 19/03/2020, às 11h49 - Atualizado às 13h09

Área comum utilizada pelos funcionários. (Fala Povo | Jornal Midiamax)
Área comum utilizada pelos funcionários. (Fala Povo | Jornal Midiamax) - Área comum utilizada pelos funcionários. (Fala Povo | Jornal Midiamax)

Pânico, é a palavra usada pelos funcionários do callcenter da BTCC Conexão Cliente ao falar sobre a atual situação nos setores de trabalho, em Campo Grande. O ambiente registra falta de álcool em gel e um número grande de circulação de pessoas, e a entrega de atestado de dois colaboradores com sintomas suspeitos de coronavírus (Covid-19) aumentou o temor.

Conforme relato dos trabalhadores, na manhã desta quinta-feira (19) a foto de um atestado e boatos de que dois colegas estariam afastados por suspeita de coronavírus, deixou os trabalhadores mais apreensivos. O documento pede a licença por 14 dias das atividades laborais por conta de uma pneumonia viral não especificada (CID10 – J12.9).

“Estamos apavorados. Os ambientes são todos compartilhados, tem mais de 200 pessoas circulando pela empresa. No refeitório comemos praticamente um por cima o outro, banheiro é um só. Não tem álcool em gel. Disseram que não vão dispensar ninguém e estão tentando abafar os atestados”, disseram.

Segundo os trabalhadores, foram retirados do ambiente laboral apenas grávidas, mas o restante dos funcionários continua na rotina normal de trabalho.

“Somos divididos em 4 turnos, são muitas pessoas aglomeradas ao mesmo tempo.O lugar não tem ventilação, não temos equipamentos de proteção, não tem álcool em gel. São 200, 300 pessoas circulando ali o dia todo”, declarou um dos trabalhadores.

Conforme informado à reportagem, os trabalhadores planejam uma manifestação em frente ao prédio da empresa na tarde desta quinta-feira, exigindo providências.

O Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria da empresa que repassou o contato de uma empresa do Rio de Janeiro que estaria cuidando das rotinas de trabalho dentro dos call centers, mas até o momento não houve retorno.

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