Cotidiano

Com preço da carne nas alturas, marmitex tem reajuste, mas clientes não abrem mão

Com preço da carne bovina subindo cada vez mais, tanto clientes, como os empresário do ramo alimentício sofrem com esta instabilidade em alguns alimentos. Desde o começo da pandemia, alguns setores tiveram problemas com um preço elevado e com a comida não foi diferente. Algumas produções diminuíram durante a pandemia, os produtos faltaram e os […]

Carolina Rocha Publicado em 22/12/2020, às 14h09 - Atualizado às 15h00

(Ilustrativa)
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Com preço da carne bovina subindo cada vez mais, tanto clientes, como os empresário do ramo alimentício sofrem com esta instabilidade em alguns alimentos. Desde o começo da pandemia, alguns setores tiveram problemas com um preço elevado e com a comida não foi diferente. Algumas produções diminuíram durante a pandemia, os produtos faltaram e os valores foram lá pra cima.

Diversos campo-grandenses têm o costume de almoçar ou jantar marmita ou marmitex, e com o aumento dos produtos, os clientes sentem no bolso tudo subindo. O Jornal Midiamax entrou em contato com alguns proprietários de restaurantes e marmitarias para saber como este aumento da carne está influenciando as vendas.

Mesmo com o valor da carne bovina nas alturas, empresários afirmam que ainda sim é a preferência dos consumidores, e que não pode faltar no cardápio, mesmo que seja um valor maior ou uma quantidade menor.

Proprietária de um delivery de marmita e marmitex, Nilza Ocampos, conta que sentiu um grande aumento no valor da carne, mas que não quis subir para não ficar ruim para os clientes. Mas como não pode manter tudo igual, optou por diminuir um pouco a quantidade de carne e aumentar alguns acompanhamentos, para que não fique não pese para ninguém.

“Preferi diminuir a quantidade de carne e aumentar os complementos, para que não precise subir o valor, mas também que não fique uma marmita ruim e sem graça”. Explicou Nilza, para tentar achar alguma solução que fique bom para todos.

Já o proprietário de uma marmitaria, assados e espetos, Jorge Trindade da Silva Junior, conta que já havia feito um reajuste em um primeiro aumento da carne, por isso está tentando manter o preço, pois os clientes acabaram de se acostumar com este aumento. Mas ele também percebe que os consumidores sabem como esta a situação e entendem o aumento.

“Algumas carnes chegaram a aumentar R$ 10 o quilo, se continuar subindo, teremos que fazer um novo reajuste.” Sabendo que um novo reajuste pode afastar clientes, Jorge espera que este aumento pare e o valor volte ao normal até janeiro.

Também em outra marmitaria, Lianara Luviza, proprietária do estabelecimento, disse que teve que aumentar um real de sua marmita, mas mesmo assim está com lucro menor de quando abriu. Com o empreendimento aberto a uma pouco mais de um ano, a dona conta da aflição de quando chegou a pandemia.

Explica também que o problema não é apenas a carne. “Tudo aumentou, embalagens, óleo, arroz, muita coisa mesmo. Esse aumento foi simbólico, pois continuo com um lucro muito menor.” Mas a proprietária sabe que se aumentar mais, perderia os clientes. “Os clientes começariam a procurar lugares com menos qualidade.”

Mas mesmo com aumentos, os campo-grandenses não deixaram de procurar e consumir marmitas e marmitex com carne bovina, continua sendo a preferência e por enquanto, ainda não está deixando de pertencer a mesa desta parte da população.

Jornal Midiamax