Cotidiano

Com cota mais alta, comércio da fronteira espera aumento de 20% nas vendas

A notícia sobre a nova cota para comprar nas fronteiras entre Brasil e Paraguai está gerando otimismo para o comércio na região e preocupação também. Desde o dia 1º deste mês, está valendo a novidade: passou de US$ 300 para US$ 500 a compra por pessoa. A mudança foi assinada pelo ministro da Economia, Paulo […]

Renata Fontoura Publicado em 04/01/2020, às 08h22 - Atualizado em 05/01/2020, às 08h46

Cotas para compras passa de US$ 300 para US$ 500 por pessoa. (Foto: Mazão Ramires/Flickr)
Cotas para compras passa de US$ 300 para US$ 500 por pessoa. (Foto: Mazão Ramires/Flickr) - Cotas para compras passa de US$ 300 para US$ 500 por pessoa. (Foto: Mazão Ramires/Flickr)

A notícia sobre a nova cota para comprar nas fronteiras entre Brasil e Paraguai está gerando otimismo para o comércio na região e preocupação também. Desde o dia 1º deste mês, está valendo a novidade: passou de US$ 300 para US$ 500 a compra por pessoa. A mudança foi assinada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

“O comerciante daqui está bem feliz e confiante para 2020”, afirma Víctor Hugo Barreto, presidente da Câmara de Indústria e Comércio, de Pedro Juan Caballero. “Esperamos um aumento de, pelo menos, 20% nas compras. Uma família com quatro, cinco pessoas vindo para cá já é o bastante, pois é mais gente. Então vão em busca de produtos caros e com o valor alto dá para comprar muito, com mais segurança”, diz.

Porém, há comerciantes preocupados com a cotação do dólar. “Vai depender muito disso [cotação], porque se tiver problemas na cotação, se a moeda continuar alta, não vamos ver mudanças”, alegou uma vendedora, que não quis se identificar, de uma loja de perfumaria da cidade paraguaia.

Essa mudança na cota não acontecia desde 2005, apesar das tentativas dos governos anteriores. De acordo com a regulamentação do nível de compra, os brasileiros só podem se beneficiar da isenção tributária uma vez por mês. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, também elevou o nível nas free shops de aeroportos estrangeiros de 500 para 1.000 dólares.

Para quem escolhe fazer compras na região em busca de menor preço, a notícia é ótima. “Sempre que vou eu compro perfumes, maquiagens, eletrônicos, bebidas. E com essa mudança, ficou ainda melhor! Só espero que o dólar dê uma baixada”, garante Rosane Barbosa. Sempre que pode, a autônoma pega estrada para a fronteira.

Jornal Midiamax