Cotidiano

Com 7 mortes e falta até de anestésicos, MPs emitem 3º alerta para colapso em Três Lagoas

Com 394 casos confirmados e sete mortes decorrentes do novo coronavírus, o município de Três Lagoas virou alvo do terceiro alerta para o colapso de seu sistema de saúde. Desta vez, documento conjunto assinado pelos Ministérios Públicos Federal, do Trabalho e Estadual aponta escassez até de anestésicos e pede que a população colabore para frear […]

Danúbia Burema Publicado em 13/07/2020, às 17h15

Vista aérea da cidade de Três Lagoas, na região leste do Estado (Foto: Divulgação)
Vista aérea da cidade de Três Lagoas, na região leste do Estado (Foto: Divulgação) - Vista aérea da cidade de Três Lagoas, na região leste do Estado (Foto: Divulgação)

Com 394 casos confirmados e sete mortes decorrentes do novo coronavírus, o município de Três Lagoas virou alvo do terceiro alerta para o colapso de seu sistema de saúde. Desta vez, documento conjunto assinado pelos Ministérios Públicos Federal, do Trabalho e Estadual aponta escassez até de anestésicos e pede que a população colabore para frear a disseminação da doença.

Após publicação do documento, integrantes do Comitê Anticrise se reúnem nesta segunda-feira (13) para reavaliar as medidas a serem tomadas contra a doença. O receio é que a falta de estrutura, como a falta de anestésicos para manter pacientes entubados, agrave o número de mortes.
“Até 01 de junho, Três Lagoas tinha apenas 147 casos positivos de Covid-19, mas na primeira quinzena de junho tivemos mais 38 casos novos e na segunda quinzena de junho mais 104 casos novos… Só nos 10 primeiros dias de julho, já tivemos mais 96 casos novos e, ainda, faltam 5 dias para terminar a primeira quinzena de julho, demostrando que a doença cresce ainda mais”, diz trecho da nota conjunta, sobre a progressão da doença no município. 
Com o aumento de casos, os resultados de testes que antes eram concluídos em 48 horas agora levam 7 dias. Na sexta-feira (10), pelo menos 242 pacientes aguardavam o resultado. Como consequência da demora, profissionais de saúde também não têm conseguido serem submetidos a testagem periódica.
Falta de leitos 
MPF-MS (Ministério Público Federal de MS), MPMS (Ministério Público Estadual de MS) e MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de MS) são unânimes quanto à preocupação sobre a quantidade de leitos de enfermaria e UTI (Unidades de Terapia Intensiva). O receio é pelo crescimento da taxa de ocupação na cidade, que já havia sido alertada em maio sobre o déficit inclusive de respiradores. Diante da situação, os MPs pedem a adesão da sociedade às regras sanitárias, incluindo o uso obrigatório de máscaras em locais públicos e privados. A íntegra do documento pode ser conferida clicando aqui.
Jornal Midiamax