Cotidiano

‘Chuva’ de fuligem atinge Barra de São Lourenço e atrapalha combate a incêndio

Uma tempestade de fuligem atingiu a Barra de São Lourenço, em Corumbá, a 417 quilômetros de Campo Grande, na tarde desta terça-feira (13), e forçou a retirada de brigadistas da região. Nas imagens, o que parece ser neve é uma tempestade de fuligem causada pela fumaça no Pantanal. De acordo com o analista ambiental do […]

Karina Campos Publicado em 14/10/2020, às 16h22 - Atualizado em 15/10/2020, às 09h03

Aeronaves tiveram que retornar para base. (Foto: Prevfogo/Ibama)
Aeronaves tiveram que retornar para base. (Foto: Prevfogo/Ibama) - Aeronaves tiveram que retornar para base. (Foto: Prevfogo/Ibama)

Uma tempestade de fuligem atingiu a Barra de São Lourenço, em Corumbá, a 417 quilômetros de Campo Grande, na tarde desta terça-feira (13), e forçou a retirada de brigadistas da região. Nas imagens, o que parece ser neve é uma tempestade de fuligem causada pela fumaça no Pantanal.

De acordo com o analista ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Alexandre Pereira, o fenômeno foi causado por ventos vindo do Leste, baixando as nuvens de fumaça que pairavam nas regiões pantaneiras.

“Tudo indica que era um vento mais alto e frio do que a fuligem, empurrou a fumaça para baixo, fazendo com que acontecesse esse fenômeno e as nuvens de fumaça descerram chegando próximo ao solo”, explicou.

Segundo a meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) Franciane Rodrigues, o fenômeno é um transporte da fuligem pelos ventos.  “As rajadas de ventos na região variaram entre 27 a 30 km/h transportando essa fuligem para outras áreas”, explicou.

Perigoso para combatentes

A tempestade atrapalhou o combate aos incêndios, os brigadistas precisaram ser levados para sede, por risco de novos focos de queimadas, pois, brasa poderiam ser levadas com o vento. Focos combatidos no mesmo dia foram ativados, e os combatentes tiveram que retornar os trabalhos para o mesmo local.

“Infelizmente acabou impedindo a continuidade da operação, principalmente das aeronaves, pois é impossível voar com essas condições. A gente teve tempo de recolher todas aeronaves e equipes em campo. É uma situação extremamente perigosa, porque acaba transportando material em brasa ou incandescente e espalhar para outras regiões, colocando em risco a integridade física dos brigadistas”, finaliza.

Confira as imagens: 

Jornal Midiamax