Cotidiano

Maio já teve dobro da chuva prevista em Campo Grande e MS deve ter geada

A chuvarada intensa que atingiu Campo Grande nos últimos dois dias, causou alagamento na periferia e deixou os moradores com contra-tempos. E não é para menos pois a chuva registrada foi mais que o dobro para o mês. Conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul), choveu 156,6 […]

Mariane Chianezi Publicado em 13/05/2020, às 16h59 - Atualizado em 19/07/2020, às 12h44

(Foto Ilustrativa: Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax)
(Foto Ilustrativa: Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax) - (Foto Ilustrativa: Marcos Ermínio/Arquivo Midiamax)

A chuvarada intensa que atingiu Campo Grande nos últimos dois dias, causou alagamento na periferia e deixou os moradores com contra-tempos. E não é para menos pois a chuva registrada foi mais que o dobro para o mês.

Maio já teve dobro da chuva prevista em Campo Grande e MS deve ter geadaConforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul), choveu 156,6 mm na Capital até o dia 13 de maio, sendo que o esperado para o mês era de 96,6 mm.

Somente nas últimas 24h choveu 100 mm na Capital, conforme a meteorologia. Ainda de acordo com o Cemtec, em Pedro Gomes e Sidrolândia também ultrapassaram o volume esperado.

O acumulado de chuva para o mês em Pedro Gomes era de 65,3 mm, mas choveu até nesta quarta-feira, 158,6 mm. Em Sidrolândia o esperado era de 101,4 mm, mas choveu 101,18 mm.

O Cemtec alertou para a chegada de uma frente fria que trará geada ao estado. As cidades do Sul e Sudeste de MS onde as temperaturas poderão marcar 9°C no fim de semana.

Periferia afetada

Maio já teve dobro da chuva prevista em Campo Grande e MS deve ter geada
Ranziel Oliveira | Midiamax

Os 100 milímetros de chuvas que atingiram Campo Grandenas últimas 24 horas, deixaram os moradores do Ramez Tebet ilhados nesta quarta-feira (13). A rua Fidelis Bucker que dá acesso ao bairro ficou alagada e a saída para o trabalho virou uma ‘aventura’.

A diarista Pamela Benites,28 anos, não conseguiu nem sair de casa na manhã desta quarta. Ela contou que durante noite a rua parecia uma cachoeira e quando amanheceu a chuva forte que atingia o bairro a fez ficar com medo de retirar os filhos – gêmeos de 2 anos – de casa.

“A enxurrada parecia uma cachoeira. Fora que acaba com a estrada. A água fica na altura do joelho quando alaga, sempre deixo meus filhos na minha sogra para ir para o trabalho, mas hoje não tinha condições de se arriscar e acabei não indo trabalhar. Foi tanta água que minha fossa até transbordou no quintal”, conta.

Jornal Midiamax