Cotidiano

Chegar em casa vira desafio para quem depende de ônibus à noite em Campo Grande

Com a pandemia de coronavírus, passageiros têm enfrentado dificuldades para utilizar o transporte coletivo em Campo Grande. Se durante o dia os usuários já reclamam dos atrasos e da lotação nos ônibus, a situação fica ainda mais complicada para quem trabalha durante a noite. Trabalhadores têm enfrentado dificuldades em pegar ônibus depois do toque de […]

Mylena Rocha Publicado em 21/12/2020, às 12h41 - Atualizado às 17h28

Passageiros aguardam no Peg Fácil da Ary Coelho. (Foto: Reprodução/Facebook)
Passageiros aguardam no Peg Fácil da Ary Coelho. (Foto: Reprodução/Facebook) - Passageiros aguardam no Peg Fácil da Ary Coelho. (Foto: Reprodução/Facebook)

Com a pandemia de coronavírus, passageiros têm enfrentado dificuldades para utilizar o transporte coletivo em Campo Grande. Se durante o dia os usuários já reclamam dos atrasos e da lotação nos ônibus, a situação fica ainda mais complicada para quem trabalha durante a noite. Trabalhadores têm enfrentado dificuldades em pegar ônibus depois do toque de recolher. 

No grupo ‘Aonde não ir em Campo Grande’, uma passageira reclamou sobre a demora do ônibus no Peg Fácil da rua 13 de maio, na Praça Ary Coelho. Ela relata que o ônibus estava marcado para as 23h30, mas às 00h30 ainda não havia passado no local. 

Como os estabelecimentos em Campo Grande devem fechar às 22 horas, os funcionários geralmente chegam aos pontos de ônibus alguns minutos depois do toque de recolher. Porém, a jornada até em casa não tem sido fácil.

Leitores do Jornal Midiamax têm enviado relatos nas últimas semanas sobre os atrasos dos ônibus. “Às 22h20 desci ali naquele ponto do Shopping Campo Grande e já não tinha mais ônibus”, disse uma funcionária. Ela teve que pagar o valor de R$ 47 em um aplicativo de transporte individual para voltar para casa.

Em outro shopping da cidade, funcionários também reclamam dos atrasos. Outra leitora relatou que funcionários que pegam ônibus na região do Bosque dos Ipês levam até 2h30 para chegar em casa. 

“Como trabalhamos em lojas, existem clientes que ainda permanecem após o fechamento, nos impossibilitando de pegar até mesmo o ônibus que nos deixa no centro. Existem trabalhadores indo a pé, porque não tem condições de pagar um motorista por aplicativo. Fora o risco que a mulher corre, indo a pé para casa sozinha”, reclama.

O Jornal Midiamax entrou em contato com o Consórcio Guaicurus e deixa espaço para posicionamento.

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