Cotidiano

Cervejaria de Campo Grande envasa álcool doado que irá para hospitais de MS

Com controle do Corpo de Bombeiros, a Cervejaria Campo Grande, que produz as cervejas Bamboa e Moema, assim como os refrigerantes Refriko, inicia nesta terça-feira processo de envasamento de 55 mil litros de álcool 70° GL que serão distribuídos a hospitais e postos de saúde de Mato Grosso do Sul, em combate à pandemia de […]

Renan Nucci Publicado em 23/03/2020, às 15h07 - Atualizado às 15h09

Envasamento é feito pela Refriko, que pertence à Cervejaria Campo Grande. Foto: Divulgação
Envasamento é feito pela Refriko, que pertence à Cervejaria Campo Grande. Foto: Divulgação - Envasamento é feito pela Refriko, que pertence à Cervejaria Campo Grande. Foto: Divulgação

Com controle do Corpo de Bombeiros, a Cervejaria Campo Grande, que produz as cervejas Bamboa e Moema, assim como os refrigerantes Refriko, inicia nesta terça-feira processo de envasamento de 55 mil litros de álcool 70° GL que serão distribuídos a hospitais e postos de saúde de Mato Grosso do Sul, em combate à pandemia de coronavírus (Covid-19).

A ação, realizada a pedido do Governo do Estado, faz parte da segunda etapa de distribuição de um total de 200 mil litros doados pela Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul). 

O  processo de recebimento e envase pela fábrica tem sido dividido para evitar riscos. Como o produto é altamente inflamável, só é possível manufaturar 50 mil litros por dia. Todo o processo é controlado por bombeiros com caminhões de combate a incêndio, para evitar possíveis acidentes. 

O produto é do tipo 96% e para se transformar em álcool 70º GL (graus GL), o mais recomendado ao combate do coronavírus, precisa antes passar por um processo de adequação.  Primeiro ele recebe uma porcentagem de água – que no caso da fábrica de cerveja Campo Grande vem do Aquífero Guarani – para se tornar menos volátil, o que faz com que ele atue por mais tempo nas superfícies. 

Para o envase e distribuição o Grupo Refriko fez a doação de mais de 50 mil garrafas pet de 2 litros, usadas no engarrafamento dos refrigerantes da marca, e disponibilizou sua linha de fabricação para abastecer as garrafas por ao menos 8 horas por dia.

 “Não podemos pensar em prejuízo comercial num momento tão delicado que estamos vivendo. É mais importante pensar no ganho social. Fomos solicitados pelo Governo do Estado para colaborar e estaremos à disposição para o que for necessário. Espero que outros empresários tenham a mesma consciência”, afirmou Márcio Mendes, presidente do Grupo Refriko.

Espera-se que até o meio desta semana, a fábrica tenha envasado cerca de 250 mil litros do produto readequado, já com adição de água tratada, que serão distribuídos pelo governo do estado às instituições de saúde.

Jornal Midiamax