Cotidiano

Campo-grandenses ignoram isolamento e lotam Centro atrás de Ovos de Páscoa

Nem o coronavírus parou os atrasadinhos de plantão, que ignoraram o pedido de isolamento e saíram nas ruas atrás dos Ovos de Páscoa neste sábado (11). A realidade é de Centro lotado e muita gente sem respeitar o distanciamento, um cenário que já não era visto há algumas semanas em Campo Grande. No entanto, teve […]

Dayene Paz Publicado em 11/04/2020, às 12h30 - Atualizado em 12/04/2020, às 08h54

Centro tem filas enormes e muita gente atrás de Ovos de Páscoa neste sábado. Imagem: Karina Campos
Centro tem filas enormes e muita gente atrás de Ovos de Páscoa neste sábado. Imagem: Karina Campos - Centro tem filas enormes e muita gente atrás de Ovos de Páscoa neste sábado. Imagem: Karina Campos

Nem o coronavírus parou os atrasadinhos de plantão, que ignoraram o pedido de isolamento e saíram nas ruas atrás dos Ovos de Páscoa neste sábado (11). A realidade é de Centro lotado e muita gente sem respeitar o distanciamento, um cenário que já não era visto há algumas semanas em Campo Grande. No entanto, teve campo-grandense prevenido, que usou máscara e levou álcool em gel para aguentar o tempo nas filas gigantescas. O comércio também cumpre à risca as determinações.

Na Americanas, uma fila quilométrica, cerca de 80 pessoas esperavam para entrar no local. A dona de casa Elisângela Fernandes Sharão, 42 anos, foi acompanhada da tia e quatro netos. Ela demorou quinze minutos para conseguir entrar no estabelecimento. “Não ligo de ficar na fila, brasileiro deixa para última hora mesmo”, disse a mulher, que pretende gastar R$ 100 com ovos de chocolate para os netos.

Em uma chocolataria no Centro, a realidade não mudava muito. 40 pessoas esperando e mais fila. A vendedora Gisele Vasconcelos esperava para comprar os presentes da mãe, namorado e sogra. “Como eu não gastei na quarentena, vou presentar quem eu gosto, até porque a minha família é católica e essa é uma data muito importante”, destacou. Ela pretendia gastar entre R$ 50 e R$ 80 em chocolate.

Já a idosa Maria Daniel Pereira, 63 anos, é um exemplo de precaução: máscara e álcool em gel fazem parte dos itens essenciais na bolsa. Ela levou o neto até a chocolataria para presenteá-lo. “Ele me pediu a semana inteira e eu não tive tempo. Eu já sabia que o Centro estaria cheio”, disse a mulher. Maria comentou que não chegou a pesquisar preços e gastaria R$ 50 com o presente de Páscoa ao neto de 12 anos. “Só vai ganhar porque se comportou na quarentena e fez todas as tarefas”.

Durante uma volta na cidade, a reportagem do Jornal Midiamax encontrou muita gente sem máscara e desrespeitando o distanciamento, como prevê a OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto, os estabelecimentos comerciais vem cumprindo à risca as determinações, preparados com álcool em gel e controlando o número de clientes dentro dos locais.

Jornal Midiamax