Cotidiano

Servidores do Hospital Regional param 2 horas em protesto contra perda salarial

Os servidores concursados do Hospital Regional Rosa Pedrossian fazem ato na manhã desta sexta-feira (31) na recepção da unidade pedindo por reajuste salarial que, de acordo com a categoria, não é dado há 4 anos. Com faixas e cartazes, os manifestantes de várias áreas do hospital pedem valorização dos servidores. Segundo eles, há quatro anos […]

Daiany Albuquerque Publicado em 31/05/2019, às 09h30 - Atualizado às 09h36

Servidores fazem paralisação por reajuste salarial do Hospital Regional (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)
Servidores fazem paralisação por reajuste salarial do Hospital Regional (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax) - Servidores fazem paralisação por reajuste salarial do Hospital Regional (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

Os servidores concursados do Hospital Regional Rosa Pedrossian fazem ato na manhã desta sexta-feira (31) na recepção da unidade pedindo por reajuste salarial que, de acordo com a categoria, não é dado há 4 anos.

Com faixas e cartazes, os manifestantes de várias áreas do hospital pedem valorização dos servidores. Segundo eles, há quatro anos os salários foram congeladores e eles estimam perda salarial de 20% por conta da inflação neste período.

“Ele encheu o hospital de cabides, que entram sem preparo profissional. A gente tem que ficar ensinando o serviço e eles ainda ganham mais”, declarou uma servidora que não quis se identificar, de 57 anos, que trabalha há 18 no hospital.

Os funcionários também reclamam que o último concurso realizado para o Hospital Regional foi em 2014, para o provimento de cargos de técnico de enfermagem. “Não há qualquer dialogo com o governador para melhoria da categoria”, declarou outro profissional que preferiu não ter o nome divulgado.

As categorias denunciam também que desde de dezembro o hospital serve apenas ovo, repolho e arroz para os pacientes, acompanhantes e funcionários.

“A falta de material está prejudicando o trabalho. Foram canceladas as realizações exames no hospital. Só em três casos são permitidos, que é a gestação de alto risco, pacientes de oncologia e risco cirúrgico. Isso prejudica, nós ficamos com cara de tacho, pois somos até xingados e não podemos fazer nada”, declarou outra profissional.

A manifestação também é realizada em frente do Hemosul de Campo Grande, onde os servidores estão vestindo camisetas pretas. À tarde, das 14h às 16h as categorias prometem uma nova manifestação, nos mesmos lugares.

Jornal Midiamax