Cotidiano

Para cobrar CPI do Consórcio Guaicurus, passageiros se mobilizam para manifestação

Usuários do transporte coletivo urbano da Capital usaram as redes sociais para protestar e se mobilizar para a manifestação na Câmara Municipal de Campo Grande, que deve acontecer nesta terça-feira (19). Eles querem pressionar os vereadores para a CPI do consórcio (Comissão Parlamentar de Inquérito). “A CPI pode quebrar o sigilo fiscal do consórcio, pode […]

Cleber Rabelo Publicado em 18/11/2019, às 18h06 - Atualizado em 19/11/2019, às 09h29

Marcos Ermínio, Midiamax
Marcos Ermínio, Midiamax - Marcos Ermínio, Midiamax

Usuários do transporte coletivo urbano da Capital usaram as redes sociais para protestar e se mobilizar para a manifestação na Câmara Municipal de Campo Grande, que deve acontecer nesta terça-feira (19). Eles querem pressionar os vereadores para a CPI do consórcio (Comissão Parlamentar de Inquérito).

“A CPI pode quebrar o sigilo fiscal do consórcio, pode conferir se realmente estão comprando combustível que eles alegam que estão comprando, que estão rodando, e se comprovarem, a gente consegue com a quebra do sigilo bancário, confirmar se eles realmente pagaram aquelas notas fiscais e verificar se o cálculo da tarifa está correto”, afirmou Rafael Palhano, organizador da manifestação.

Ainda conforme o organizador, outras pautas serão abordadas na manifestação, como o valor abusivo cobrado pelo transporte, a qualidade do serviço oferecido, os micro-ônibus e a agressão da Guarda Municipal contra as mulheres na sexta-feira (15).

“As mulheres só queriam ônibus, o campo-grandense está sofrendo nas mãos do consórcio. Outra questão, são os micro-ônibus, vão espremer as pessoas dentro desses veículos. O fato do veículo ser menor pode aumentar os casos de assédio contra as mulheres. Em horário de pico esses ônibus não podem circular. Até que ponto essa questão vale? É inviável”, aponta.

A manifestação deve acontecer às 9 horas, na Câmara Municipal de Campo Grande, na Avenida Ricardo Brandão, 1600, Vila Manoel da Costa Lima.

Investigação

Após manifestação no Terminal Morenão em que mulheres foram agredidas pela Guarda Municipal, a Prefeitura comunicou que irá investigar a quebra de contrato do Consórcio Guaicurus após atrasos de ônibus na sexta-feira (15), em Campo Grande. Mais cedo, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) informou que multaria a empresa pela demora.

Em nota, a prefeitura detalha que a Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) apura se aconteceu descumprimento de contrato.

Agressão

A Guarda Municipal usou spray no Terminal Morenão, localizado na Avenida Costa e Silva em Campo Grande, para acabar com a manifestação de mulheres no local na sexta-feira (15). Elas reclamaram que, por ser feriado, o Consórcio Guaicurus não respeitou o horário da linha 070 e 072, atrasando-as para o trabalho.

Naquela manhã, o local foi fechado por cerca de 100 mulheres e homens por falta de ônibusque percorre a Avenida Eduardo Elias Zahran. Armados, guardas municipais jogaram spray em algumas pessoas para tentar dispersar os manifestantes e tentar furar o bloqueio com a viatura para liberar a passagem de ônibus.

Jornal Midiamax