Cotidiano

Moradores temem que avenida Lúdio Coelho seja engolida por cratera

Uma erosão às margens da Avenida Lúdio Martins Coelhos, nas proximidades do Conjunto Residencial União, despertou temor em moradores da região, que temem, por exemplo, que o asfalto ceda e cause prejuízos a quem diariamente recorre a via para entrar e sair do bairro. De acordo com populares, a erosão surgiu após as fortes chuvas […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 29/03/2019, às 09h42 - Atualizado às 14h02

(Foto: Minamar Júnior)
(Foto: Minamar Júnior) - (Foto: Minamar Júnior)

Uma erosão às margens da Avenida Lúdio Martins Coelhos, nas proximidades do Conjunto Residencial União, despertou temor em moradores da região, que temem, por exemplo, que o asfalto ceda e cause prejuízos a quem diariamente recorre a via para entrar e sair do bairro.

De acordo com populares, a erosão surgiu após as fortes chuvas das últimas semanas, sobretudo em fevereiro – a força da correnteza que se formou cavou a lateral da via, onde está o Córrego Lagoa. Também há bastantes sedimentos no local, que segue oculto por vegetação a quem segue pela avenida para ter acesso ao bairro.

“A água que vem da rua de cima [Lindolfo Ferreira Rosa], que é asfaltada, e acaba descendo e acumulando com a nossa rua de terra e vira um amontado que termina na Lúdio”, contou a reportagem do Jornal Midiamax, a moradora Lucilene Ferreira Cunha, de 48 anos.

Ela relata que engenheiros da Sisep (Secretaria Municipal De Infraestrutura e Serviços Públicos) teriam afirmado que a situação pode fazer com que a pista sofra desnível e o asfalto acabe cedendo.

Moradores temem que avenida Lúdio Coelho seja engolida por cratera
Carros acabam passando muito perto da erosão e o risco de acidente é grande. (Foto: Minamar Júnior | Midiamax)

“Vieram uma vez e consertaram. Mas, é um problema mais sério do que a gente pensa. Já foi pedido, algumas pessoas já reclamaram, vieram caminhões, fazem uma mexida e depois vão embora”, pontuou a moradora.

No local, a erosão está sinalizada com apenas uma placa da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e rodeada de árvores, muito próximo do tráfego de veículos, inclusive caminhões.

Um ciclista de 22 anos, que preferiu não ser identificado, passava pelo local e afirmou que a situação seria uma falta de ação da Prefeitura e que acaba deixando uma imagem negativa na cidade. “Já tinha que ter arrumado. Isso acaba tendo prejuízo, vai acabar acontecendo um acidente. Precisaria de mais sinalização, é muito perigoso”, disse.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Campo Grande destacou que no trecho não há erosão, mas confirmou que as chuvas afetaram o aterro e derrubaram quatro galerias celulares. “As galerias foram repostas e calçadas por pedra, estabilizando as margens do córrego. Falta apenas recompor a calçada, o que já está na programação de serviços”, traz a nota.

Nesta manhã, a Prefeitura reforçou existência de frente de serviço da Sisep na ponte sobre o Córrego Lagoa, travessia da Rua Carlos Alberto de Mendonça Lima, que dá acesso aos bairros São Conrado e Santa Emília. A informação é de que o termino das obras deve ocorrer até a próxima segunda-feira (1º), caso não chova.

A Sisep também destacou que as chuvas abriram um  poço com 6 metros de profundidade no local e que a força da correnteza levou o aterro, deixando descoberto um dos pilares de sustentação da ponte.  “O trabalho em execução é de reconstrução desta cortina. Ultrapassada essa etapa, será reconstruída a calçada do passeio público e refeita a pavimentação”, traz a informação.

Jornal Midiamax