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Cotidiano

Histeria coletiva com vídeos da boneca Momo alerta para riscos reais e ausência dos pais

Depois de denúncias e relatos de pais sobre a suposta aparição da Boneca Momo em meio a vídeos do Youtube Kids, surgem também vídeos de pais que pedem às crianças que contem de onde e como conhecem a figura medonha de olhos arregalados. Em um dos vídeos nas redes sociais, uma menina chora de medo […]
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Depois de denúncias e relatos de pais sobre a suposta aparição da Boneca Momo em meio a vídeos do Youtube Kids, surgem também vídeos de pais que pedem às crianças que contem de onde e como conhecem a figura medonha de olhos arregalados. Em um dos vídeos nas redes sociais, uma menina chora de medo quando perguntada pela família sobre a boneca.

“Ela faz voz grossa quando eu assisto desenho, ela fala que é para matar as pessoas”, chora a menina. Apesar dos relatos que viralizaram na internet, também há pais que desconfiam da história, já que até agora nenhum link foi divulgado com o suposto vídeo em que a boneca aparece em meio a desenhos.

Em um artigo de opinião, Rodrigo Ghedin critica a abordagem do assunto, tanto por pais, que entraram em pânico, quanto da imprensa, já que não há provas sobre o problema, apenas relatos. Após a reportagem, divulgada inicialmente na revista Crescer, o caos se instalou e até autoridades emitiram alertas sobre o assunto.

“Ao alimentar um monstro inexistente, pais e imprensa o criam. Mais que isso: desviam as atenções dos verdadeiros problemas que o YouTube tem, que não são poucos nem banais e, alguns deles, dentro do próprio YouTube Kids”, critica. Segundo ele, o público-alvo da Momo, aquele que realmente tem pavor da boneca, não são as crianças. São os pais delas.

Outro lado do problema que surgiu com a Boneca Momo é a narrativa do medo. Assim como personagens da infância de muita gente, como o homem do saco e a loira do banheiro, a boneca serve para assustar as crianças.

“Histórias que eram criadas para criar uma retórica do medo, e eram oralmente passadas de grupo a grupo, normalmente nas escolas. Mas, narrativas como a da Momo vão além disso. Elas têm um viés perverso, porque buscam envolver e persuadir os espectadores em desafios com riscos reais”, aponta a psicóloga Luísa Maria Freire , que pesquisa a relação entre a juventude e novas mídias.

Para Luísa, a internet redimensiona o “boca a boca” das lendas antigas e dão um alcance bem maior às narrativas. Só que, além do alcance, o incômodo também é maior, principalmente entre os pais. Aparentemente, há certa dificuldade dos genitores em assumir o espaço da mediação, fundamental quando crianças estão expostas (mesmo sem saber) a conteúdos inadequados na internet.

Se os relatos sobre a são reais ou apenas um boato, é difícil dizer, mas a maneira mais efetiva de proteger as crianças é pela mediação de conteúdo. Isso teria duas finalidades: a primeira, ter acesso ao que as crianças estariam vendo, com o fim de protegê-las. E a segunda, estabelecer uma conexão com os filhos, a partir de algo muito presente nessa geração, que são os conteúdos digitais.

“Os pais não podem simplesmente lavar as mãos da tarefa de mediar conteúdo. O bloqueio robotizado do conteúdo ajuda, mas até que ponto ele é eficaz, já que os relatos dizem que a Momo apareceu em um vídeo infantil? Ainda assim, o que me chama atenção é que a Momo e os demais desafios parecem ser só um dos problemas que essa exposição sem mediação pode causar”, aponta Freire.

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