Cotidiano

Com estoque de gás zerado, sindicato negocia escolta com governo para buscar produto

Depois de muitos moradores reclamarem da falta de botijões de gás em revendas pela cidade, o Simpergasc-MS (Sindicato das Micro, Pequenas Empresas e Revendedores Autônomos de GLP, Gás Canalizado e Similares do Estado de MS), revelou que, devido à greve dos caminhoneiros, os pontos de revendas estão com estoques zerados. Pensando em uma solução, a […]

Mariane Chianezi Publicado em 30/05/2018, às 16h34 - Atualizado às 17h13

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Depois de muitos moradores reclamarem da falta de botijões de gás em revendas pela cidade, o Simpergasc-MS (Sindicato das Micro, Pequenas Empresas e Revendedores Autônomos de GLP, Gás Canalizado e Similares do Estado de MS), revelou que, devido à greve dos caminhoneiros, os pontos de revendas estão com estoques zerados.

Pensando em uma solução, a entidade agora buscas alternativas para conseguir trazer o gás novamente aos moradores. Conforme o presidente do sindicato, uma escolta está sendo negociada com o Governo Estadual para que produto seja reabastecido aqui em MS.

“Hoje eu procurei a governadoria para achar uma solução para conseguir uma escolta das refinarias até o Mato Grosso do Sul”, disse Vilson de Lima, presidente do Sindicato do Gás do MS, ao Jornal MidiamaxNesta quinta-feira (31), dois caminhões carregados são esperados para chegar à Capital, disse Vilson.

As refinarias de gás, que abastecem no Estado, ficam localizadas em São Paulo e uma equipe de policiais sairiam daqui com as carretas para garantir que não fossem impedidas de seguirem viagem nos bloqueios.

Ainda segundo Vilson, se gás fosse buscado agora em SP, situação seria normalizada em até 15 dias em todo o Estado. “Isso se o gás fosse buscado de imediato. Se demorar mais para chegar, dias [de normatização] podem demorar mais”, afirmou.

Sem estoque

Além de Campo Grande, várias cidades de Mato Grosso do Sul estão com os estoques zerados. Conforme o presidente do sindicato, o desabastecimento pode até provocar demissões de trabalhadores, por conta de prejuízos dos empresários.

Ainda conforme Lima, mesmo com os problemas, o gás de cozinha não deve ter aumento. “A política de preços é definida pela Petrobras e reajustada semestralmente. Não deve ter aumento quando chegar, a menos que haja alguma manobra do governo”, alerta.

Em cidades do interior, a falta do gás de cozinha, em decorrência da greve, já era sentida. Na noite da terça-feira (29), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) escoltou carretas de GLP para a Coxim e Rondonópolis.

Jornal Midiamax