Cotidiano

Após 7 dias em CRS, paciente com cirrose hepática é transferido para hospital

Segundo informações de parentes, ele aguarda uma vaga no Hospital Universitário

Nathalia Pelzl Publicado em 19/07/2018, às 15h00 - Atualizado em 20/07/2018, às 12h39

paciente com cirrose hepática aguarda há sete dias leito em hospital (Foto: Arquivo familiar)
paciente com cirrose hepática aguarda há sete dias leito em hospital (Foto: Arquivo familiar) - paciente com cirrose hepática aguarda há sete dias leito em hospital (Foto: Arquivo familiar)

Foi encaminhado para o Hospital Universitário na noite de quarta-feira (18), por volta das 23h, Wilson Alves Viana, de 59 anos, que estava internado há 7 dias em um CRS (Centro Regional de Saúde) do bairro Coophavila, em Campo Grande.

Segundo familiares, no leito tinha mais um idoso internado há 13 dias, que também conseguiu transferência horas antes.

Ele recebeu diagnóstico de cirrose hepática. Wilson aguardava desde o dia 12 – quinta-feira da última semana – transferência para receber o tratamento médico.

Segundo informações da filha, o idoso reclamava de muitas dores pelo corpo, barriga inchada e outros idosos também aguardavam transferência. 

O caso

A família de Wilson afirma enfrentar dificuldades na remoção dele para um leito de hospital. Ele está internado no CRS do bairro Coophavila e, conforme relato enviado à reportagem, recebeu diagnóstico de cirrose hepática. Ele aguarda desde o dia 12 – quinta-feira da última semana – transferência para uma unidade hospitalar que possa dar a devida continuidade ao tratamento médico. A família, no entanto, alega ter sido informada de que não há leitos disponíveis.

“Ele reclama muito de dores pelo corpo. A barriga está inchada. Aqui está em condições precárias, sem ventilação no quarto, sem chuveiro, sem luz, não tem onde colocar os objetos, ou põe no chão ou na cama. Tem outros dois idosos que passam pela mesma dificuldade e também precisam de transferência”, explica Edilaine Azevedo, filha de Wilson.

Procurada pela reportagem, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) afirmou que ainda não consta no sistema de regulação o pedido judicial para transferência do paciente. No entanto, o caso já estaria sendo tratado com prioridade pela Central. “A eventual espera prolongada e maior permanência na unidade de saúde do município decorre da indisponibilidade de leitos por parte dos hospitais da rede conveniada, não havendo possibilidade para transferência”, traz a comunicação oficial da pasta.

A nota ainda detalha que, apesar da necessidade do paciente ser encaminhado à uma unidade hospitalar, ele está recebendo toda a assistência necessária e sendo acompanhado pela equipes de médicos e enfermeiros no CRS. “O paciente deve passar por uma nova avaliação nesta manhã a pedido do médico que fará um novo pedido de encaminhamento”, conclui a comunicação.

Jornal Midiamax