Cotidiano

Alunos e professores fazem protesto em escola de MS após afastamento de diretor

A Escola Municipal Álvaro Lopes amanheceu em protesto nesta sexta-feira (20), em Terenos, a 28 km de Campo Grande. O afastamento do diretor Alonso Pereira da Silva causou revolta entre pais, alunos e professores, que afirmam que a Prefeitura não deu justificativa para a medida.

Mylena Rocha Publicado em 20/04/2018, às 10h06 - Atualizado em 23/04/2018, às 08h08

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A Escola Municipal Álvaro Lopes amanheceu em protesto nesta sexta-feira (20), em Terenos, a 28 km de Campo Grande. O afastamento do diretor Alonso Pereira da Silva causou revolta entre pais, alunos e professores, que afirmam que a Prefeitura não deu justificativa para a medida.

Deise Leite Lima é professora na escola há quatro anos e acredita que a demissão aconteceu por questões políticas. “Ele não aceitava algumas normas impostas pelo diretor da Educação, sempre fazia o que achava melhor para a escola e foi demitido por perseguição política”, reclama. Segundo a professora, a notícia do afastamento do diretor foi informada na quinta-feira (19) sem justificativas e, por isso, a comunidade resolveu se concentrar em frente à escola para cobrar respostas.

A assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Terenos se pronunciou e disse que a demissão foi motivada por falhas na administração da escola. “Infelizmente, ele [diretor] não conseguiu executar a tarefa de diretor e de gerenciamento de pessoas”, afirma. Segundo a prefeitura, a situação na escola é complicada devido a questões políticas entre os professores, que têm candidatos da oposição.

A professora Deise Lima afirma que não houve aula na escola municipal nesta manhã e que a manifestação é necessária para cobrar esclarecimentos. “Ele era um profissional ético, que sempre estava a favor da escola e tirava dinheiro do próprio bolso para ajudar. Os alunos tinham respeito e admiração, mas como ele nem sempre aceitava as imposições, foi cortado”, explica.

A Prefeitura do município alega que os professores não tinham o direito de realizar a manifestação porque os alunos estão em semana de provas. “Por conta da manifestação, os alunos saíram prejudicados. De 513 estudantes do matutino, só foram 94 e ainda não tiveram aula”. Segundo a Prefeitura, a manifestação não tinha presença policial e havia alunos na rua.

Jornal Midiamax