Cotidiano

Agentes comunitários protestam contra veto do piso salarial e denunciam falta de estrutura nos postos

O Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande) faz uma manifestação na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (4) contra o veto do piso salarial dos agentes comunitários. Além disso, a manifestação inclui melhora nas condições de trabalho nos postos de saúde da Capital.

Mylena Rocha Publicado em 04/09/2018, às 12h12

Os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias se reuniram na avenida Afonso Pena com a rua Bahia.
Os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias se reuniram na avenida Afonso Pena com a rua Bahia. - Os agentes comunitários de saúde e de combate a endemias se reuniram na avenida Afonso Pena com a rua Bahia.

O Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande) faz uma manifestação na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, na manhã desta terça-feira (4) contra o veto do piso salarial dos agentes comunitários. Além disso, a manifestação inclui melhora nas condições de trabalho nos postos de saúde da Capital.

O presidente Michel Temer vetou o aumento do piso salarial dos agentes comunitários, que hoje é de R$ 1.014. A proposta inicial era de que piso chegasse a R$ 1,5 mil mensais até 2021, mas foi vetada no dia 15 de agosto.O presidente do Sisem, Marcos Tabosa, afirma que a manifestação é uma convocação nacional de agentes comunitários de saúde e de combate a endemias contra o veto do piso salarial. “A orientação é fazer a manifestação em frente de cada prefeitura do país”, explica o presidente.

Além do propósito principal, Tabosa ressalta que a categoria em Campo Grande tem outras reivindicações. O sindicato denuncia a falta de estrutura nos postos de saúde da Capital. Segundo relatos, os locais não têm computadores ou internet e os funcionários são obrigados a digitar relatórios em casa, fora do expediente. “Se você não digitar o e-SUS, eles não validam o nosso incentivo, que corresponde a meio salário mínimo”, diz Tabosa.

A agente comunitária Cristiane Santos participou do protesto e afirma que os funcionários não são obrigados a digitar em casa mas, que muitas vezes, esta é a única saída. “A gente tem que digitar no posto, mas muitas vezes não tem computador para todos. Como se não digitar, não recebemos o incentivo, tem gente que digita em casa, mas eu sempre dou um jeitinho de fazer tudo no posto de saúde mesmo”, explica.

Outra agente, que não quis se identificar, afirma que os funcionários não têm boas condições de trabalho. “Falta uniforme, mochila, sapato para a gente trabalhar. Tudo tem que comprar. Além disso não tem nem coisas básicas, como papel e caneta”, diz.

O protesto começou na avenida Afonso Pena com a rua Bahia às 11h30 e percorreu 400 metros até a Prefeitura Municipal de Campo Grande, onde os servidores devem protestar por uma hora. O Jornal Midiamax entrou em contato com a Prefeitura, mas ainda não recebeu posicionamento.

Jornal Midiamax