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Cotidiano

216 mil famílias têm coleta seletiva na porta de casa, mas reciclagem ainda enfrenta desafios

Dos 64 bairros em Campo Grande, 47 têm o serviço de coleta seletiva na porta de casa. Os outros 17 bairros são abrangidos temporariamente e ainda há alternativas como os LEV (Locais de Entrega Voluntário). Apesar da importância de reciclar os resíduos sólidos, a reciclagem ainda esbarra em problemas como a dificuldade da prática da […]
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Dos 64 bairros em , 47 têm o serviço de na porta de casa. Os outros 17 bairros são abrangidos temporariamente e ainda há alternativas como os LEV (Locais de Entrega Voluntário). Apesar da importância de reciclar os resíduos sólidos, a reciclagem ainda esbarra em problemas como a dificuldade da prática da logística reversa e a falta de consciência dos habitantes.

Ao todo, são 216.669 domicílios atendidos pela coleta seletiva porta a porta. Segundo a Prefeitura de Campo Grande, nos bairros não atendidos pela coleta, são disponibilizadas estruturas específicas o descarte dos resíduos. “São colocados em pontos fixos na cidade, tais como escolas, supermercados, CEINF’s (Centros de Educação Infantil) e entre outros. Atualmente o município conta com 133 pontos específicos onde a coleta é executada mediante a modalidade de entrega voluntária – os LEV’s”, afirma.

216 mil famílias têm coleta seletiva na porta de casa, mas reciclagem ainda enfrenta desafios
A UTR recebe 500 toneladas de resíduos recicláveis por mês. (Foto: Cleber Gellio/Arquivo Midiamax)

O assistente de coordenação da Concessionária CG Solurb informou que são encaminhados à UTR (Unidade de Triagem de Resíduos) uma média de 500 toneladas por mês de resíduos sólidos recicláveis, que são considerados 2,21% dos resíduos sólidos. Deste total, 40% é considerado rejeito e não pode ser reciclado.

A Prefeitura afirma que uma das maiores dificuldades para a reciclagem é a conscientização da população. “Todos precisam reconhecer o valor econômico dos resíduos sólidos. A Política dos 5R’s precisa estar integrada no nosso cotidiano (Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Reciclar e Recusar), bem como a segregação dos resíduos sólidos na fonte geradora, aumentando a potencialidade de reciclagem dos resíduos”, explica.

216 mil famílias têm coleta seletiva na porta de casa, mas reciclagem ainda enfrenta desafios
Implementação da logística deve ser preocupação de empresas. (Foto: MP-MS)

Prejuízo de R$ 126 milhões

Outro obstáculo é o fato de que Mato Grosso do Sul ficou de fora do acordo firmado pelo Ministério do Meio Ambiente que prevê obrigatoriedade da implementação da logística reversa. A logística consiste em um conjunto de ações para viabilizar a coleta e a restituição de resíduos sólidos às empresas para reaproveitamento ou para uma destinação adequada.

Segundo o MP-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o Estado ficou de fora do acordo porque o critério então utilizado foi o de contemplar as cidades sedes da copa e por isso o estado ficou fora da primeira etapa do acordo setorial. Pensando nisso, o Ministério firmou acordo para buscar a responsabilização de empresas que não se comprometem com a reciclagem.

Além disso, o acordo busca garantir a compra de materiais que dificilmente são reciclados em MS, como o vidro e o aço.  “Foram firmados vários termos de compromisso, bem como apresentados projetos de investimento, garantindo a compra de material reciclável (como vidro e aço), investimento em cooperativas, nove até o momento, além de investirem em educação ambiental”, afirma o MP.

Segundo o MP, houve o desmembramento do Inquérito Civil para cada Promotoria de Justiça do Estado, para que a investigação sobre os prejuízos causados pela não implementação da logística reversa possa abranger os 79 municípios. “Em todos os Municípios o prejuízo está ocorrendo e a perícia levantada dividiu os cálculos por tipo de material (alumínio, papel/papelão, aço, plástico e vidro), sendo que a soma total poderá chegar a R$ 126 milhões”.

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