Cotidiano

Serralheiro é absolvido após Justiça confirmar que ladrão usou identidade falsa

Refael usou nome de Welington ao ser preso

Mariana Lopes Publicado em 01/12/2017, às 19h40

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Refael usou nome de Welington ao ser preso

O serralheiro Welington Barbosa dos Santos, 29 anos, foi absolvido após a Justiça de Mato Grosso do Sul, através do juiz Mário José Esbalqueiro Junior, confirmar que ele foi vítima de falsidade ideológica. Nos autos, o magistrado afirma que o verdadeiro nome do réu é Rafael de Almeida Freitas.

Segundo Welington, Rafael usou o nome dele em duas ocasiões que foi detido. “A primeira vez foi em 2011, em Sidrolândia, por roubo. E a segunda, em 2014, ele foi preso roubando celulares na vila Nha-nhá, em Campo Grande”, relata o serralheiro.

Welington ainda conta que no caso de Sidrolândia ele soube através da imprensa, quando viu o nome veiculado nos jornais. Na Capital, ele diz que apenas soube quando a polícia foi até a casa dele com mandado de prisão. “O Rafael foi preso e fugiu. E enquanto ele estava foragido, a polícia foi atrás de mim. Sem me encontrar em casa, porque na época eu trabalha viajando muito, o policial bateu na casa de um vizinho, que confirmou que eu morava aqui, mas disse que não era o cara da foto”, conta.

A partir daí, Welington afirma que ficou trancado em casa por três meses, com medo de ser preso. “Minha vida foi de um extremo a outro. Perdi a liberdade sem ter feito nada, perdi o emprego, passei muita vergonha”, lamenta.

Três anos depois, Welington afirma que conseguiu, aos poucos, voltar a uma rotina normal e passou a trabalhar como serralheiro autônomo. “Estou pegando serviço por conta, consegui comprar algumas ferramentas e é assim que estou me virando”, diz.

Segundo a assessoria de imprensa do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Rafael de Almeida Freitas está preso e, de acordo com os autos, o juiz determinou que o regime prisional no qual ele se encontra seja suspenso até outra determinação. Além dos crimes pelos quais foi preso, ele também deverá responder por falsidade ideológica.

Jornal Midiamax