Cotidiano

Sem salário, servidores de CTI de Hospital Regional vão parar atendimento

Paralisação ocorre nesta sexta-feira

Midiamax Publicado em 04/05/2017, às 12h45

MS tem 650 leitos adultos disponíveis para atender pacientes com coronavírus, (Divulgação)
MS tem 650 leitos adultos disponíveis para atender pacientes com coronavírus, (Divulgação) - MS tem 650 leitos adultos disponíveis para atender pacientes com coronavírus, (Divulgação)

Paralisação ocorre nesta sexta-feira

Funcionários  Intelad Gestão de Saúde Ltda,  responsável pela gestão do CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, localizado em Ponta Porã – a 346 quilômetros de Campo Grande – vão paralisar as atividades nesta sexta-feira (5) por falta de pagamento. 

A informação foi anunciada nesta quinta-feira (4) pelo presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana. Segundo ele, a empresa ainda não depositou o salário referente a março.

“Faremos um protesto para chamar a atenção da empresa porque ela precisa se posicionar a respeito dessa situação, declara. A paralisação terá início às 8 horas de amanhã e apenas 30% dos 26 funcionários do CTI devem trabalhar durante o protesto. À tarde, os trabalhadores votarão o indicativo de greve, que pode ter início na próxima semana. 

Reincidência –

Esta não é a primeira vez que a empresa é apontada por atrasos no pagamento dos funcionários e o problema resultou na rescisão de contratos com hospitais de Mato Grosso do Sul. 

“É muito complicado, A Intelad já perdeu o contrato com  o Hospital do Câncer em Campo Grande, não conseguiu se manter em Chapadão do Sul e também enfrenta dificuldades de pagamento em Nova Andradina”, afirma Santana.

O presidente do Siems ressalta ainda problemas em relação às demissões efetuadas pela empresa. Conforme as informações, funcionários da Intelad demitidos do Hospital do Câncer no primeiro trimestre deste ano ainda não receberam a rescisão, além disso, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não foi depositado. 

“Eles não fizeram o acerto desses trabalhadores, não pagaram os direitos trabalhistas. Estamos entrando com ações judiciais para garantir os pagamentos porque já tentamos conversar, mas ninguém resolve esses problemas”, justifica.

A técnica em enfermagem, Elis Aparecida da Silva, de 45 anos, trabalhava na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital do Câncer e foi demitida em março. Ela afirma que não recebeu a rescisão. “Deixei um emprego bom e eles me demitiram, não me pagaram e nem deram baixa na minha carteira. Descontaram nosso INSS, mas não depositaram nosso FGTS. A nossa situação está ruim  até para conseguirmos um novo emprego”, relata. 

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de comunicação da Intelad para saber o posicionamento da empresa a respeito da situação relatada, mas até o fechamento deste texto não obteve resposta.

Jornal Midiamax