Cotidiano

Sem salário, enfermagem e administrativos param na Santa Casa

Não há previsão de pagamento

Midiamax Publicado em 08/08/2017, às 12h13

None

Não há previsão de pagamento

Com salário atrasado e sem previsão de pagamento, funcionários da enfermagem e do setor administrativo da Santa Casa de Misericórda de Campo Grande paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (8).

Presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, a decisão foi votada em assembleia no início desta manhã, no pátio do hospital. Em seguida, os funcionários deram início à paralisação que segue por tempo indeterminado. 

“Nosso pessoal está cansado dessa situação. Essa briga entre a Prefeitura e o hospital não é novidade e decidimos não esperar mais”, explica. 

O presidente do Sintesaúde-MS (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul), Osmar Gussi, afirma que a paralisação continua até que o pagamento seja efetuado.

“Estamos mobilizados pela mesma questão, atraso no pagamento. Fizemos assembleia mais cedo e por unanimidade decidimos parar as atividades até que saia o pagamento”, Sem salário, enfermagem e administrativos param na Santa Casa

De acordo com as informações, a Santa Casa conta com 1.400 profissionais de enfermagem e aproximadamente 1 mil funcionários do setor administrativo. Conforme representantes sindicais apenas 30% dos trabalhadores de cada uma das categorias que aderiu ao movimento permanece trabalhando.

Assessoria de comunicação da Santa Casa confirma que não recebeu o repasse da Prefeitura e observa que outros há R$ 2,5 milhões, referente a junho que deveriam ser pagos em julho, não foram depositados.

Sobre o assunto a assessoria de comunicação da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) explica o pagamento não pode ser efetuado por conta das negociações sobre a contratualização do hospital, que tiveram início em janeiro deste ano.

Caso não haja acordo entre as partes, um novo aditivo deve ser firmado para que o repasse seja efetuado. Em relação aos R$ 2,5 milhões mencionados, a assessoria de comunicação alega que a quantia é de responsabilidade do governo do Estado e que a Prefeitura não recebeu esse valor.

Jornal Midiamax