Cotidiano

Manifestação de caminhoneiros é atrasada em 1h e segue tímida

Categoria pede preço mínimo no frete

Wendy Tonhati Publicado em 17/01/2017, às 11h00

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Categoria pede preço mínimo no frete

Prevista para às 7 horas desta terça-feira (17), na BR-163 – saída para São Paulo e na saída para Três Lagoas- a manifestação de caminhoneiros que pedem a aprovação de um projeto de lei para uma tabela mínima de frete, demorou para começar. O grupo não possuía uma autorização da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e, sem o documento, teve que negociar com os policiais. O protesto só teve início às 8 horas com pouca adesão.  

A movimentação vai na esteira da paralisação de caminhoneiros que começou em Rondonópolis (MT) na última sexta-feira (13). De acordo com o empresário Valci Francisco da Silva, um dos articuladores do movimento, a manifestação foi programada por caminhoneiros autônomos e empresários, sem a a ajuda de entidades da categoria. 

Segundo Silva, o objetivo da manifestação é chamar a atenção da Câmara Federal e da população para a aprovação PL (Projeto de Lei) 528, que trata de uma tabela com preço mínimo de frete em todo o país. A partir dessa tabela mínima começaria a “Lei da Oferta e da Procura”. A tabela levaria em os conta custos manutenção do caminhão, pagamento de pedágio e salário dos motoristas. 

Os autônomos afirmam que há empresas que trabalham engolindo prejuízo para conseguir lucro imediato, prejudicando toda a cadeia do transporte. A categoria diz ainda que de 2014 até este ano, foram fechadas mais de 200 empresas ligadas ao transporte de carga no Estado. 

Os caminhoneiros também pedem a redução do do preço do óleo diesel, a redução do preço do pedágio nas estardas e o fim do que eles chamam de “fábrica de multas”. Os trabalhadores pedem que “sejam perdoadas” infrações como uma quebra de farol durante o percurso em uma rodovia. 

Foto: Arlindo Florentino

Jornal Midiamax