Cotidiano

Espera em UPA passa de 4 horas e pacientes reclamam de falta de médicos

Situação foi relatada em unidade do Universitário

Midiamax Publicado em 05/01/2017, às 17h04

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Situação foi relatada em unidade do Universitário

Pacientes que aguardam atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário reclamam de demora e falta de médicos no local. Conforme escala divulgada nesta quinta-feira (5) pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), cinco clínicos gerais e quatro pediatras estão escalados, porém, de acordo com relatos, apenas um está atendendo.

Uma das pacientes que pediu para ser identificada afirma que mais de 30 pessoas aguardam atendimento e que a espera passa de quatro horas. 

"Faz quatro horas que estou aqui e algumas pessoas estão há mais tempo. Segundo os atendentes tem cinco médicos, mas ninguém chama há duas horas. Antes disso só um estava chamando e voltou a fazer isso agora", relata.

Outro paciente que diz estar desde o início da manhã na unidade, diz que chegou a questionar uma funcionária a respeito da demora e foi informado de que a falta de atendimento pode estar relacionada ao não pagamento do décimo terceiro salário dos médicos. 

"Ela disse que os possivelmente os médicos não estão atendendo porque não receberam o décimo terceiro salário", afirma.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que até o momento, não houve nenhuma alteração no quadro de atendimento da unidade mencionada. De acordo com a Sesau, durante a manhã, 5 médicos clínicos e 4 pediatras faziam o atendimento na UPA Universitário.

“Vale ressaltar que, a UPA é  unidade de urgência e emergência para serviços de média a alta complexidade. A gravidade do risco, e não a ordem de chegada, determina a rapidez com que o paciente será atendido”, diz o texto.

Quanto ao fato de a situação do décimo terceiro dos médicos ter motivado suposta paralisação nos serviços, a secretaria informou que o caso será avaliado com o setor responsável, porém, até o momento a Sesau não recebeu nenhum indicativo neste sentido, nem dos profissionais, nem do sindicato que representa os trabalhadores.

Jornal Midiamax