Cotidiano

Campo-grandense vai pagar mais R$ 120 por caçamba para descarte de entulhos

Prefeito acompanhou descarte de centenas de caçambas que estavam paradas nas ruas

Ludyney Moura Publicado em 21/01/2017, às 14h37

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Prefeito acompanhou descarte de centenas de caçambas que estavam paradas nas ruas

Após o fechamento do aterro sanitário do Jardim Noroeste, o destino do descarte das caçambas usadas na Capital pare recolhimento de entulhos e restos de construção, será o aterro do Bairro Dom Antônio Barbosa, região sul de Campo Grande. As empresas licenciadas passam a cobrar R$ 120 por caçamba do campo-grandense, além do valor da própria locação e frete.  Neste sábado (21), o prefeito Marquinhos Trad (PSD) acompanhou o descarregar de algumas unidades no local.

A associação das empresas do setor de caçambas da Capital explica que apenas 10% do material recolhido é formado por entulhos e restos de construção, o restante é classificado como ‘lixo volumoso’, boa parte descartado pela população nas ruas, e não necessariamente pelos locatários das caçambas. Eles também afirmam que o valor cobrado por caçamba é comum em aterros de grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas estaria acima do valor praticado para cidades como Campo Grande.

“Como vai ser agora não tem nada definido? Para ir para Solurb cobram R$ 120 só o descarte e hoje não tem gente para atender”, revelou Francisco Pita, representante da associação. Ele também cobrou ações de educação por parte do poder público para ensinar a população que as caçambas não são ‘lixeira públicas’.

Para os empresários do setor a solução dada pelo município, descarte no aterro do Dom Antônio, é paliativa e encarece o valor pago pelo cidadão. “O preço gera um impasse com os clientes. As construtoras grandes têm condições de bancar o descarte, o cliente pequeno precisa ligar (na Solurb), fazer depósito de R$ 120, esperar a resposta e ai despejar”, pontua Eneas Agnelli, 33 anos, proprietário de empresa do setor.  

Marquinhos destacou que a Prefeitura vai fiscalizar o despejo do material das caçambas e procurar outros locais que possam atender a demanda. O prefeito ainda afirmou que a responsabilidade do descarte será das empresas do setor.

“Este material já está dentro das caçambas há quase 30 dias, com a chuva molhou, pesou e isso traz uma preocupação para todos nós. Vai ser feito o descarte, separação e vai ser aproveitado uma coisa pequena. Acontece que a Prefeitura sempre disponibilizou a eles a alternativa mais cômoda e agora resolvendo emergencialmente as 3 mil caçambas”, frisou.

O secretário municipal de governo, Antônio Lacerda, revelou que duas empresas, CG Ambiental e Progemix, ligadas à Solurb, aguardam a licitação por parte do município para também receberem os entulhos. "Na verdade essas que estão em processamento também são da CG Ambiental", afirmou, sobre as empresas que se adequam para receber os resíduos.

 “Já estamos sendo procurados por outras pessoas que tem interesse nesse tipo de serviço”, emendou Lacerda, que destacou que a questão do descarte é uma prioridade da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).

Outro ponto questionado pelos empresários do setor é o horário que a Solurb disponibilizou aos chamados ‘caçambeiros’ para descarte do material, das 6h às 10h da manhã e das 16h as 18hs, tempo insuficiente para as que as cerca de 4 mil caçambas despejem o entulho recolhido na Capital.

Quem também acompanhou o descarte das caçambas neste sábado, foi a titular da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), Maria Angélica Fontanari de Carvalho e Silva, que revelou que a Prefeitura  já conseguiu empregos na Solurb para pelo menos 50 das cerca de 120 pessoas que trabalhavam no aterro do Noroeste, que agora passarão a exercer a função no aterro do Dom Antônio. 

(Matéria editada às 13h para correção de informação)

Jornal Midiamax