Cotidiano

Ausência de médicos contribui para demora no atendimento em unidades de saúde

Houve duas faltas nesta semana

Raiane Carneiro Publicado em 27/09/2017, às 20h45

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Houve duas faltas nesta semana

A reclamação de demora no atendimento em unidades de saúde da Capital é frequente por parte da população. Nesta semana, o Jornal Midiamax recebeu muitas reclamações de espera, em especial nas unidades do CRS (Centro Regional de Saúde) do Nova Bahia e no UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Coronel Antonino. Em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a pasta confirmou que houve ausências nesta semana.

Entre os pacientes que buscaram atendimento no Coronel Antonino, está Abadia Martins de Souza, de 78 anos. Ela foi até a unidade por volta das 10:40 da manhã de terça-feira (26) com dores abdominais, mas só recebeu os primeiros atendimentos às 13:30 da tarde. O atendimento foi feito às 16 horas, mas a idosa ainda saiu sentindo os mesmos sintomas.

Muitas pessoas também entraram em contato com o Jornal Midiamax para reclamar da espera de atendimento nas unidades, na manhã desta quarta-feira (27).

Como resposta, a Sesau informou por meio de nota que dois médicos faltaram nesta semana. A assessoria explicou que no CRS Nova Bahia, um médico não compareceu no turno matutino na terça e nesta quarta-feira. Com isso, os atendimentos foram feitos por 2 médicos restantes no período. Conforme a nota, são 3 profissionais nos 3 turnos da unidade. O médico que faltou tem prazo de 24 horas para apresentar atestado ou justificativa.

Ausência de médicos contribui para demora no atendimento em unidades de saúde

Conforme a Sesau, sempre que um médico falta, há um prazo de 24 horas em que ele deve apresentar um atestado para a ausência. Caso o servidor não entregue a justificativa, a secretaria abre uma sindicância para apurar a ausência e, se for confirmado que não houve uma justificativa, ao caso é encaminhado para o Conselho de Ética do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina).

Remanejamento

Conforme a assessoria, o remanejamento só é feito quando existe uma grande demanda em casos de emergência. Se não houver essa necessidade, o quadro continua com os profissionais que estão na unidade. Outro fator apontado pela assessoria é o baixo efetivo.

De acordo com a secretaria, os atendimentos nas UPAs e CRSs são voltados para casos de maior gravidade, considerados urgência e emergência que são os casos classificados como vermelho ou amarelo.

Devido à atenção prioritária dos casos graves, a assessoria explicou que “casos de menor gravidade, sendo classificados como azul ou verde, acabam sendo preteridos resultando na longa espera por atendimento”. A secretaria explicou que os pacientes classificados como verde ou azul podem ser atendidos nas unidades básicas de saúde. 

Jornal Midiamax