Cotidiano

Sindicato denuncia calote de empresa do ‘tapa-buraco fantasma’ em ex-funcionários

Funcionários não recebem rescisões contratuais desde novembro

Gerciane Alves Publicado em 19/01/2016, às 21h30

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Funcionários não recebem rescisões contratuais desde novembro

O Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande) denunciou na tarde desta terça-feira (19) que mais de 30 operários da construtora Selco Engenharia estão sem receber rescisões contratuais desde novembro de 2015. 

A empresa responsável pela operação tapa-buraco na Capital teve recentemente dois termos aditivos revogados pelo prefeito Alcides Bernal. Segundo a publicação do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) do dia 11 de janeiro foram revogados 13 termos aditivos que o Executivo Municipal firmou, desde 2012, com empresas contratadas, que realizam o serviço de tapa-buraco na cidade.

A Selco é alvo de denúncias no MPE (Ministério Público Estadual) e pivô do chamado ‘tapa-buracos fantasma’, descoberto no começo do ano passado onde funcionários da empresa foram flagrados, em vídeo divulgado em janeiro de 2015 tapando buracos inexistentes em uma rua da região do Parque dos Poderes.

Segundo o sindicato a empresa alega que não tem recebido pelas obras em construção para a Prefeitura de Campo Grande. Por isso não teria condições de pagar os empregados, informa José Abelha Neto, presidente do sindicato. “A situação dos mais de 30 operários é crítica, pois estão sem salário desde novembro e muitos estão passando até fome”, critica Abelha Neto.

José Abelha Neto diz que o Sintracom quer que o Ministério Público do Trabalho interfira nesse caso para pressionar a Prefeitura a pagar a empreiteira e, consequentemente os empregados. ”Isso é inconcebível. Os trabalhadores não podem ser penalizados por má gestão pública e empresarial”, presidente do sindicato.

Entramos em contato com a prefeitura de Campo Grande, mas até a publicação desta matéria ela ainda não havia se pronunciado. (Texto sob supervisão de Marta Ferreira)

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