Cotidiano

Sem acordo e com greve à vista, servidores falam em acampar na Prefeitura

Declaração é do presidente do Sisen 

Clayton Neves Publicado em 06/04/2016, às 20h15

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Declaração é do presidente do Sisen 

Servidores municipais de oito categorias decidem até segunda-feira (11), se vão entrar em greve. A possibilidade foi levantada depois de os profissionais não definirem acordo com a Prefeitura de Campo Grande sobre reajuste salarial.

De acordo com Marcos Tabosa, presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande) caso decidam pela paralisação, os profissionais vão acampar na sede da Prefeitura até que uma definição, que ele classificou como 'proposta justa' seja apresentada pelo Executivo.

O sindicalista revela que vai aguardar até o dia 11 de abril uma sinalização de engenheiros, tecnólogos, enfermeiros, guardas municipais, professores, fiscais e auditores fiscais, radiologistas e arquitetos, para iniciar uma paralisação conjunta.

“De amanhã até segunda-feira eles vão fazer assembleia pra deliberar a paralisação. Decidido pela greve vamos acampar em frente à prefeitura. Na terça-feira muita coisa vai estourar em Campo Grande”, relata.

Representante dos professores, Lucílio Nobre, presidente do ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), afirma que segunda-feira, a partir das 14 horas, educadores vão se reunir para deliberar se aderem ou não a paralisação. Contudo, o educador lembra que até lá, a classe ainda aguarda um posicionamento do Executivo.

“Estamos abertos ao diálogo com o prefeito. Esperamos que ele nos atenda, consulte os trabalhadores e cumpra a lei”, frisa.

Lucílio lembra que os professore haviam acordado com a Prefeitura reajustes equivalentes a 2015 e a 2016. A categoria havia aceitado dividir o percentual de 13,01%, relativo a 2015 em duas vezes, desde que a primeira parcela, de 6,505% fosse repassada em maio, junto com o reajuste anual de 2016, de 11,36%, ou seja, 17,8% em uma única vez.

Projeto do Executivo encaminhado à Câmara Municipal, vetado na sessão de ontem (5) por 26 vereadores, concedia reajuste a todos os servidores municipais de 9,57% de forma escalonada, indo contra as negociações com os educadores. 

Na manhã de hoje, Alcides Bernal (PP) ofereceu aos trabalhadores 2,79 % e aumento referente à inflação acumulada nos três primeiros meses de 2016. Proposta que foi recebida com indignação pelos servidores. Marcos Tabosa chegou a classificar a oferta como  'totalmente isana'. 

“Queremos negociar, mas as vezes parece que o prefeito quer a greve pra depois dar uma de coitadinho e colocar a culpa nas pessoas como sempre faz”, conclui. 

Jornal Midiamax