Cotidiano

Negociações param e greve de bancários continua por tempo indeterminado

Categoria pede reajuste de 14,78%

Midiamax Publicado em 21/09/2016, às 12h14

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Categoria pede reajuste de 14,78%

Impasse entre a Fenaban (Federação Nacional de Bancos) e representantes dos bancários de todo o país continua. Desde a última proposta apresentada no dia 9 deste mês as negociações foram interrompidas. Dados do Seebcg-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande Mato Grosso do Sul e Região), estimam que, até a manhã desta quarta-feira (21), 138 agências estejam fechadas em Campo Grande e cidades vizinhas.

Até a última rodada de negociações, os bancos mantiveram a proposta de reajuste de 7% nos salários e benefícios, além de abono de R$ 3,3 mil, que deve ser pago 10 dias após a assinatura do acordo. A proposta foi recusada pela categoria e depois disso, não houve nova oferta.

"Não temos nenhuma novidade. A culpa da greve é dos bancos. A categoria está sempre disposta, mas a Fenaban não fez nenhum sinal de reiniciar as negociações. Queremos algo sério e não como fizeram na última reunião. Criamos expectativa e não havia nenhuma proposta nova", frisa o presidente do sindicato, Edvaldo Barros. 

Os bancários pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras reivindicações. Ao todo são 2,7 mil bancários em Mato Grosso do Sul.  

A quantidade de agências fechadas na Capital e nas cidades vizinhas referem-se a 86% das unidades representadas pelo Seebcg-MS. Na tarde dessa terça-feira (20) a categoria participou de uma passeata na região central de Campo Grande. a manifestação contou com aproximadamente 300 pessoas.Até o momento, não há previsão de um novo protesto.

Justiça do Trabalho – O sindicato esclareceu na última segunda-feira (19) que a decisão da Justiça do Trabalho que acolheu pedido da OAB/MS em Ação Civil Pública e determinou a volta do expediente, com pelo menos 30% do efetivo, refere-se apenas nas unidades conveniadas com o Poder Público, para o cumprimento de mandados judiciais envolvendo pagamento e liberação de valores depositados em contas judiciais. 

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