Cotidiano

Mais de 100 gestantes são confirmadas com virus Zika em MS

Cerca de 80% dos casos são de Campo Grande

Caroline Carvalho Publicado em 22/04/2016, às 12h47

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Cerca de 80% dos casos são de Campo Grande

Mato Grosso do Sul confirmou 109 casos de gestantes infectadas pelo vírus da zika, sendo que 81,65% desse número corresponde a mulheres de Campo Grande. Segundo o boletim epidemiológico, divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) nesta quarta-feira (20), outras 309 grávidas estão sendo monitoradas para o vírus.

A doença é transmitida pelo Aedes Aegypti, que também é vetor da dengue e da chikungunya. O Estado notificou 1.383 de possível infecção vírus da zika que aguardam resultado. O sintomas da doença são febre e vermelhidão, porém mais de 80% dos casos são assintomáticos.

RELAÇÃO COM A MICROCEFALIA

Com base em diversos estudos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou a relação entre a infecção do vírus da zika em gestantes com a microcefalia e outras alterações no sistema nervoso central de bebês. Desde o início do ano, foram confirmados dois casos de microcefalia em Mato Grosso do Sul.

A relação entre o zika e a microcefalia havia sido reconhecida pelo governo brasileiro em novembro de 2015, quando o vírus foi identificado em amostras de sangue e tecidos de um bebê com microcefalia e também no líquido amniótico de duas gestantes.

Desde então, diversas outras evidências foram encontradas, como vermelhidão na pele durante o primeiro trimestre da gravidez – que é um dos sintomas da Zika – em grande parte das mulheres que tiveram bebês nos estados da Bahia, Paraíba e Pernambuco.

Na quinta-feira passada (22), um estudo americano confirmou a pesquisa brasileira. O trabalho, divulgado no periódico científico “The New England Journal of Medicine”, foi considerado o mais completo já realizado para demonstrar a associação. No estudo, foi relatado o caso de uma jovem da Eslôvenia, infectada pelo vírus em Natal (RN).

ORIENTAÇÃO

O Ministério da Saúde orienta às gestantes que adotem medidas para reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteção contra a exposição de mosquitos, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, uso de calça e camisa de manga comprida, além de repelentes permitidos para gestantes.

Jornal Midiamax