Cotidiano

Leitora fica sem fazer exame em posto por falta de material de coleta

Midiamax já havia denunciado situação

Daiane Libero Publicado em 23/10/2016, às 18h52

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Midiamax já havia denunciado situação

Uma leitora do Jornal Midiamax denunciou neste domingo (23) a falta de um material essencial para exames no posto de saúde do Cophavilla I. Segundo a empregada doméstica Leila M. Koval, 36 anos, ela se dirigiu ao local na manhã de hoje apresentando sintomas de infecção, a partir de urina com sangue. Ao ser atendida, os médicos do local teriam dito que não havia como efetuar um exame de sangue por falta de um tubo para hemogramas. 

Além de não conseguir diagnóstico por não ter como realizar o exame, os médicos receitaram um medicamento que estava em falta. Leila então foi obrigada a comprar o remédio e pagou cerca de R$ 24 reais. Ela afirma que não mora em Campo Grande, veio de São Gabriel do Oeste para fazer uma visita e precisou do atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde), após passar muito mal. Depois da negativa do exame de sangue, ela decidiu comprar a medicação prescrita. 

Situação já foi denunciada

Em agosto deste ano, o Jornal Midiamax já havia denunciado a situação da falta de materiais básicos para realização de testes e exames, informada por usuários da rede municipal de saúde que estavam voltando para casa sem conseguir acesso ao serviço. Na época, exames de urina, hemogramas e de hormônios não estavam sendo feitos nas unidades do Jardim Leblon, Vila Almeida e Portal Caiobá. 

Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), na época, um levantamento completo dos casos seria feito para apontar a razão para a falta dos materiais. Porém até o momento a questão não foi resolvida. 

A reportagem do Midiamax tentou contato com a Secretaria de Saúde, que informou que os problemas da falta dos tubetes para exame são pontuais. Segundo a assessoria de imprensa da Sesau, eles estão enfrentando alguns problemas de empresas que estão cancelando contratos para aquisição de produtos. Eles alegam que preferem pagar multa a cumprir o contrato firmado em licitação. "Enquanto nosso setor jurídico cuida dessa questão, estamos fazendo compras emergenciais dos tubetes, mas só podemos comprar dentro de um limite atravpes de carta convite. Então tem sim faltado tubete em algumas unidades, mas de dois a três dias os materiais são adquiridos e distribuídos. A falta existe mas é pontual", divulgaram.

Jornal Midiamax