Cotidiano

Condenado por matar PM a pedradas em MS recorre para tentar diminuir a pena

Réu foi condenado a 22 anos por crime cometido em 2010

Wendy Tonhati Publicado em 09/08/2016, às 13h58

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Réu foi condenado a 22 anos por crime cometido em 2010

Na próxima quarta-feira (10), às 9 horas, será realizada sessão ordinária da Seção Criminal e em pauta estão revisões criminais, embargos infringentes e de nulidade e mandados de segurança.

Entre os processos a serem julgados está o de Giliard Pereira, o “Cabeça”. Ele recorre contra sentença que o condenou a 22 anos e 2 meses, em regime inicial fechado, pelo latrocínio cometido contra o subtenente da Polícia Militar Edézio Gonçalves de Arruda, em janeiro de 2010, em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande.

Pereira pediu a reforma da sentença, com a aplicação da pena-base pela atenuante de confissão. A Procuradoria-Geral de Justiça opina pela não conhecimento da revisional e, no mérito, pelo indeferimento. 

O subtenente da Polícia Militar foi morto com golpes de pedra na cabeça para que o carro dele fosse roubado. Nadson Pereira Galvão, o “Nandinho”, então com 24 anos, foi condenado a passar quase trinta anos na cadeia, enquanto Giliard Pereira, o “Cabeça”, com 25 anos na época, foi condenado a ficar 22 anos na prisão.Condenado por matar PM a pedradas em MS recorre para tentar diminuir a pena

Na época foi divulgado que Nadson e Giliard pretendiam roubar um taxista, mas, o subtenente Arruda cruzou o caminho dos bandidos em um Gol prata.  Os dois esperaram o policial militar estacionar o carro e o surpreenderam. 

Giliard e Nadson contaram que deram uma pedrada na cabeça da vítima que caiu no chão. Foi quando pegaram a chave do carro e carregaram o policial para dentro do veículo. Na Estrada Branca, o subtenente teve pés e mãos amarrados por cinto e camisa, colocado à margem da rodovia e golpeado com uma pedra na cabeça. 

Os golpes teriam sido aplicados por Nadson. Foram pelo menos três pedradas. Depois, Nadson teria seguido a pé rumo à cidade e Giliard tentou seguir com o carro para a Bolívia, mas o veículo atolou no caminho.

Jornal Midiamax