Cotidiano

Caçambeiros fazem ato na Câmara pela liberação do aterro de entulhos

Justiça mandou fechar local

Celso Bejarano Publicado em 22/12/2016, às 12h00

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Justiça mandou fechar local

Ao menos 40 caminhões caçamba foram estacionados aos arredores da Câmara Municipal, em Campo Grande, como manifesto contrário ao fechamento do aterro de entulhos, no Jardim Noroeste, ocorrido por força de medida judicial, há oito dias. A ideia dos donos dos veículos é entrar na sessão dos vereadores e pedir a apoio a eles.

Os protestantes calculam que cada dono de caminhão perde, em média, entre R$ 500 e R$ 800, por dia parado.

Quem decidiu mandar fechar o aterro onde são deixados os entulhos, principalmente restos de materiais de construção, foi o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho.

A prefeitura de Campo Grande, segundo a decisão judicial, havia firmado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público Estadual, em 2011, mas não cumpriu o acordo. O município deveria ter sanado problemas ambientais para manter o local funcionando.

Anage Filisbino dos Santos, 59, dono de caminhões, disse que um dos pedidos aos vereadores da cidade, é que a Justiça ao menos autorize a retirada de caçambas com entulhos que já estão nas ruas.

Os manifestantes disseram acreditar que pelo menos 4 mil caçambas estão espalhados pelas ruas de Campo Grande, cheias de entulhos.

Faberlei de Oliveira Chaves, 33, outro motorista, disse que enfrenta situação “desesperadora” por falta de dinheiro. Com o aterro fechado há 8 dias, ele não tem como receber pelos contratos em curso.

Bruno Brito Curto, 32, também dono de caminhão, disse que o protesto é um único meio que acharam para chamar a atenção das autoridades. Ele quer que a Justiça autorize a retirada das caçambas que já estão nas ruas.

Jornal Midiamax