Cotidiano

Após 3 anos, ‘Máfia do Câncer’ voltará a ser investigada por denúncias no HRMS

Ex-secretária e ex-diretor serão ouvidos 

Ludyney Moura Publicado em 23/06/2016, às 13h21

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Ex-secretária e ex-diretor serão ouvidos 

O Operação deflagrada em 2013, pela Polícia Federal, e denominada ‘Sangue Frio’, que investigou um esquema que beneficiava clinicas privadas em detrimento de hospitais públicos, acabou colocando fim a um grupo de gestores que ficou conhecido como ‘Máfia do Câncer’, voltou a ser alvo de investigação por parte do MPE-MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O parquet publicou em seu Diário Oficial desta quinta-feira (23), a instauração de um inquérito civil para ‘apurar eventuais irregularidades administrativas praticado, em tese, pela Administração do Hospital Regional, em relação à Saúde Pública do Estado, sobre a denominada Operação Sangue Frio’.Após 3 anos, ‘Máfia do Câncer’ voltará a ser investigada por denúncias no HRMS

Desta vez, o MP notificou o ex-diretor do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), Ronaldo Perches Queiroz, e a ex-secretária estadual de saúde, Beatriz Dobashi, para prestarem esclarecimentos sobre os fatos objetos da investigação.

Os dois foram flagrados em conversa, à época, na qual dificultavam o recebimento de um equipamento (acelerador linear) usado no tratamento de pacientes com câncer, no HRMS, para promover a clínica do ex-diretor do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Adalberto Siufi, que monopolizava o tratamento de radioterapia em Mato Grosso do Sul.

Havia uma solicitação de arquivamento do inquérito, instaurado inicialmente em 2013, mas o procurador de Justiça, Aroldo José de Lima, definiu pela convocação de Queiroz e Dobashi, e o também procurador Helton Fonseca Bernardes, pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da dupla.

Diversas matérias do Jornal Midiamax estão anexadas ao processo, com denúncias de servidores do HRMS sobre irregularidades cometidas na gestão estadual da saúde, como o fato de que Queiroz era um ‘servidor fantasma’ do hospital, onde trabalharia apenas 10 horas por semana, à época da Operação. 

Jornal Midiamax