Cotidiano

Professores votam por paralisação e greve começa segunda-feira

Votação foi realizada durante assembleia nesta manhã na sede do ACP

Midiamax Publicado em 19/05/2015, às 11h57

None
img-20150519-wa0020_pequena.jpg

Votação foi realizada durante assembleia nesta manhã na sede do ACP

Cerca de mil professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) que participaram da assembleia realizada na manhã desta terça-feira (19), na sede do ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais em Educação Pública), votaram pela paralisação prevista para a próxima segunda-feira (25).

Segundo o presidente do Sindicato, Geraldo Alves Gonçalves, não houve acordo durante as negociações com a Prefeitura. Ele destaca que a categoria reivindica o reajuste de 13,1% para a integralização do piso, o que elevaria os salários de R$ 1.679 para R$ 1.917 por 20 horas semanais.

“Tentamos negociar várias vezes, mas não houve acordo. Queremos que o piso seja cumprido e se a Prefeitura oferecer alguma proposta que compense, colocaremos um fim à greve”, declara o presidente do Sindicato. A professora, Jane Ruiz, de 44 anos, que trabalha há 25 anos na Rede Municipal de Ensino, destaca a necessidade da valorização dos professores.

“Sou chefe de família, trabalho três períodos por dia. Existe a lei de responsabilidade fiscal que não está sendo aplicada no município e que ele [prefeito Gilmar Olarte] não está cumprindo. O Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] não é só para reforma, mas também melhoria de salário e cursos de pós-graduação. É revoltante o que o professor ganha”, afirma.

A reivindicação representa seis mil professores concursados e outros dois mil contratados pela Semed (Secretaria Municipal de Educação). Dos mil profissionais que participaram da assembleia, apenas um votou contra a paralisação e outro se absteve do voto.

Com nariz de palhaço, os professores seguem agora para a Câmara Municipal de Campo Grande. A intenção é pedir apoio para que os vereadores possam intermediar as negociações com o município. 

Jornal Midiamax