Cotidiano

Prefeitura admite dívida com Santa Casa, mas quer maior participação do Estado

Valores atrasados somam R$ 13,4 milhões

Kemila Pellin Publicado em 03/11/2015, às 22h18

None
img-20151103-wa0099.jpg

Valores atrasados somam R$ 13,4 milhões

Sem contrato desde 8 de setembro e com R$ 13,4 milhões em atraso, a ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) vai ter que aguardar, mais uma ou duas semanas, para ter um posicionamento oficial da Prefeitura. Isso porque, o Executivo Municipal afirma que precisa discutir com o governo do Estado, a revisão da política de financiamento da saúde na Capital. Segundo o secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, atualmente a distribuição dos recursos está desigual, sendo 68% de repasse federal, 22% municipal e apenas 6% estadual.

De acordo com o presidente da Santa Casa, Wilson Teslenco, o prefeito Alcides Bernal pediu prazo de 7 a 15 dias para apresentar um formato de pagamento da dívida, referente aos meses de junho, julho e agosto, no qual o valor repassado pela Prefeitura foi de apenas R$ 16,5 milhões, enquanto o acordado é de R$ 19,7 milhões, assim como uma nova proposta de contrato, que também deve abordar o reajuste anual, com acréscimo de R$ 500 mil, fechando o repasse mensal dos três poderes em R$ 20,3 milhões.

O presidente explicou que atualmente a Santa Casa está vivendo uma situação complexa, trabalhando com o “arrasto de dívidas”. “A gente tem usado recursos próprios da Santa Casa para quitar dívidas do mês anterior, e deixamos as desse mês em aberto”, finalizou.

O secretário de saúde reforçou que o repasse relativo ao mês de outubro foi feito de forma integral, atendendo os R$ 19,7 milhões acordados, e que os valores atrasados são relativos ao mandato anterior, que serão quitados assim que o estudo de impacto econômico for concluído. “O objetivo é conseguir uma equiparação dos repasses, onde o Estado colabore de forma mais significativa, com um valor proporcional aos atendimentos que Santa Casa presta ao Estado”, analisou.

Ivandro ainda destacou que o governo do Estado está devendo ao cofres municipais algo em torno de R$ 4 milhões. “Eles deixaram de repassar alguns valores a Santa Casa, e para o hospital não ser prejudicado, nós arcamos com o montante”, concluiu.

A reunião entre as partes aconteceu no gabinete do prefeito, na tarde desta terça-feira (3), onde a diretoria da Santa Casa entregou uma notificação extrajudicial a Prefeitura, notificando a atual situação do hospital.

Jornal Midiamax