Cotidiano

Olarte vai a Brasília para viabilizar R$ 342 milhões para obras de infraestrutura

Do total da verba, R$ 276 milhões refém-se às obras do PAC 2

Clayton Neves Publicado em 25/06/2015, às 19h06

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Do total da verba, R$ 276 milhões refém-se às obras do PAC 2

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), foi até Brasília nesta quinta-feira (25) para tentar conseguir R$ 342 milhões em recursos que serão investidos em obras de infraestrutura e mobilidade urbana da Capital.

Do total da verba, R$ 276 milhões refém-se às obras do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), destinado a obras de infraestrutura como as dos parques lineares Bálsamo e Segredo, projeto de mobilidade urbana, central de monitoramento do trânsito, sistema integrado de semaforização. 

“O cronograma de execução das obras, muitas vezes, é comprometido pela demora na liberação dos recursos”, comenta o prefeito. A administração municipal, conforme Olarte, tem procurado fazer a sua parte, que é acelerar o processo de desapropriação de imóveis e assegurar a contrapartida com um empréstimo de R$ 41 milhões, contratado junto à Caixa Econômica.

Durante a visita à Caital Federal, também foram apresentados projetos para obras de controle de erosão e contenção de enchentes nos córregos Serradinho e Imbirussu, ao todo, orçadas em R$ 31 milhões.

Segundo o prefeito, dentro destes investimentos está planejada a construção de barragens de contenção, desassoreamento do leito dos cursos d’água, reconformação dos taludes, intervenções que vão livrar dos alagamentos bairros como a Vila Popular, com mais de 18 mil moradores. O Serradinho (que é afluente do Imbirussu) tem problemas de erosão na sua nascente, enquanto no Imbirussu, o maior problema é o assoreamento.

Além da Vila Popular, também sofrem com alagamentos em consequência dos transbordamentos do Imbirussu, o  Jardim Silvia Regina, Sayonara e o Jardim Imá . Os transbordamentos decorrem de uma série de fatores, incluindo o processo de impermeabilização do solo (com obras de pavimentação) e de ocupação dos fundos de vale, agravado com a urbanização acelerada. Nesta região, onde o investimento previsto é de R$ 15 milhões, a Prefeitura planeja construir duas barragens de amortecimento de águas pluviais e reconformação dos taludes das margens do córrego.

Estas barragens vão ampliar a capacidade de captação do sistema de drenagem existente no local, o que vai evitar o transbordamento da represa do frigorífico JBS, que acaba alagando as casas lindeiras à rua Rádio Maia. Para desassorear o Imbirussu, será necessário retirar 30 mil metros cúbicos de sedimentos, equivalente ao volume transportado por 2.700 caminhões.

No Córrego Serradinho, além do controle da erosão na sua nascente (próximo ao Tênis Clube), está prevista a construção de duas barragens, uma com capacidade para reter 45,3 milhões de litros de água e outra para 15,6 milhões. Segundo o secretário de Infraestrutura, Valtemir de Brito, esta intervenção no Serradinho é importante para reduzir a carga de água despejada no Imbirussu, gerando vários pontos de alagamento mais à montante, na avenida Capibaribe, no Jardim Imá, Jardim Sayonara, além dos problemas com inundação na Vila Popular. .

Outro tema da reunião a segunda etapa do PAC-Qualificação de Vias Urbanas. Em março, Campo Grande foi uma das 44 cidades brasileiras habilitada para executar R$ 35 milhões em obras de pavimentação e drenagem. Segundo o secretário de Infraestrutura, os projetos estão prontos e a Prefeitura depende apenas do aval do Ministério para lançar o processo de licitação das obras que contemplam os bairros Nova Tiradentes, Residencial Itatiaia, parte do Cidade Morena, Vila Kelly, Oliveira, Tijuca, Ouro Verde e Gramado.

Jornal Midiamax